
Lula queria a foto com o Papa Leão XIV. Conseguiu. Vai juntá-la ao kit reeleição que já soma gás e luz de graça, CEP em favelas, isenção de impostos.
Tudo para colar sua imagem à do líder da maior igreja do Brasil.
Leão XIV, o americano Robert Prevost, sabe quem é Luís Inácio. Ele viveu a realidade da teologia da libertação nas paróquias do Peru e conhece os estragos dessa política ideológica.
Como Joseph Ratzinger, Bento XVI, o maior crítico da teologia da libertação, o pontífice não comunga dessa vertente política, infiltrada no âmago da igreja latino-americana para manipular a mente dos devotos, para aderirem mansamente à “la revolución”, como pregava o arqui-comunista Fidel Castro.
O papa argentino Francisco, Jorge Bergoglio, se rendeu aos vermelhos, porque era adepto ideológico. Elogiava Lula e considerava Dilma Rousseff honesta. Ignorou toda a sanha corrupta do PT no Brasil porque concordava com os seus métodos de perpetuação no poder. Esqueceu-se de que a igreja deve ser isenta.
Essa ode, santificada e heroica, de clérigos esquerdistas que têm algumas figuras da igreja católica brasileira como ícones, nunca trouxe avanços efetivos no Brasil. D. Helder Câmara, frei Betto, Cláudio Hummes, Leonardo Boff e D. Pedro Casaldáliga são os principais nomes ligados à Teologia da Libertação. Tudo sob o pretexto de promover a conscientização do povo sobre direitos sociais, tirando os vinténs dos devotos.
Essa gente sabe que a fé é uma poderosa ferramenta de dominação para transgredir valores sociais legítimos e achatar a dignidade em nome de Deus. E não é de hoje que isso acontece tanto no catolicismo, quanto no islamismo, para citar duas religiões.
O papa Leão XIV conhece essa história, porque viveu no Peru o estado de miséria que essa ideologia provoca. Todos os países latinos que tiveram governos de esquerda, salvo raras exceções, são adeptos dessa doutrina e vivem essa realidade que mistura política com fé.
A fé católica foi aparelhada pelos políticos na América Latina como meio de perpetuação no poder. E foi nesse caldo que nasceu o “foro de São Paulo”.
No Brasil, nos anos 1980, as paróquias foram tomadas por esses grupos ideológicos sob o pretexto de fazer a revolução dos pobres.
Os padres se envolveram e lideraram os tais movimentos sociais de base nas igrejas. Pregavam o levante popular em nome de Deus como método, mas não de forma explícita. Era uma manipulação travestida de justiça social. Um pretexto válido para uma revanche contra o sistema político libertário.
Na Nicarágua a teologia da libertação foi o principal instrumento de êxito da revolução sandinista. O ditador Daniel Ortega, membro da Frente Sandinista de Libertação Nacional, desde 1962, vem se reelegendo há 40 anos e governando o país com mão de ferro, brutalidade e corrupção.
O Papa recebeu Lula como chefe de estado, porque faz parte do protocolo. Não pode se recusar a receber um líder e ouvir o que tem a dizer. Mas não foi além disso, nem mesmo aceitou o convite para participar da COP30, porque sabe que a questão climática é outra ferramenta de manipulação progressista.
Lula disse que “rolou química”, porque em sua consciência narcisista todos se rendem ao seu carisma. Mas é a sua opinião. Ele confunde diplomacia com simpatia formal.
Como também não respondeu aos apelos de Nicolás Maduro, que se diz atacado gratuitamente por Donald Trump. O papa é norte-americano e mantém relações amistosas com o presidente americano. Ele certamente aprova a guerra contra o narcotráfico, mas não se pronuncia a respeito, como deve ser. Quem viveu tantos anos na América do Sul sabe que o continente está contaminado pelo binômio droga e corrupção. Não colou, portanto, o “mise en scène” de Lula.
O Vaticano é representado hoje por um sacerdote que não se rende aos sistemas políticos e nem é simpático a doutrinas ideológicas que usam a instituição da igreja para manipular fiéis.
Além da foto, a viagem à Itália não foi para celebrar acordos com Georgia Meloni, mas para participar daqueles eventos esvaziados para militantes e para levar Janja para passear em Roma.
Todo mundo sabe que a consorte não é cristã, nem o marido. É ateu, como todo comunista, embora se declare católico. Não vai cometer o mesmo erro de Fernando Henrique Cardoso que se declarou descrente e levou chumbo. A igreja, para eles, é só mais um método de manipulação, para manter os pobres na condição de pobres, para sustentar a base do sistema.

