18 de setembro de 2026
Ligia Cruz

Chicana no STF

Vamos lá. O que deu para entender dessa chicana que foi o plenário extraordinário convocado pelo presidente do STF, Edson Fachin no dia de hoje? Que o juiz gaúcho é mais fraco do que um sopro numa bolha de sabão.

Ele tomou para si uma relatoria a qual não teve sequer tempo de analisar, talvez porque já tinha a preconcebida intenção de não estudar nada à luz das evidências. Constatar as relações promíscuas entre Alexandre de Moraes e sua mulher com o Banco Master, provas constatadas nas conversas obtidas nos metadados dos celulares de Daniel Vorcaro. Fachin não leu, não ouviu? Uma liderança desastrosa, que o país assistiu para sentir vergonha e não esquecer. Mais de 70% dos brasileiros não confiam no STF. Ou mais.

Um sujeito vacilante, que permitiu que Alexandre de Moraes votasse numa ação da qual é parte. Uma aberração jurídica.Ele sequer deveria estar sentado à mesa, no mínimo na plateia e de boca fechada. Deveria ter se considerado impedido. Não o fez.

Fachin intimidado ou em conluio? Foi o que pareceu e porquê? O brasileiro quer saber. O que se passa de fato nas entranhas desse poder paralelo que governa o país?

Sabedor das táticas ardilosas e mafiosas de Gilmar Mendes, que tentou encurralar André Mendonça, humilhando-o, faltando com respeito e desmerecendo seu trabalho, como se fosse um moleque, Fachin também não intercedeu. Tática virulenta de Gilmar Mendes que o presidente da corte permitiu.

Inclusive, o próprio Gilmar citou que “até a máfia tem ética”, comparando o compadrio do crime organizado italiano com a suprema corte, como se a cartilha dessa ordem devesse ser copiada. Um ato falho que surgiu em meio ao seu exaltado discurso acusatório vergonhoso. Ele gritou com André Mendonça, dizendo que o seu trabalho é um vexame, por ter afastado Andrei Rodrigues. Fux interrompeu e o lembrou que ele, Gilmar, já havia feito isso.

Ele voltou de lá, da Itália, onde estava em festança, enquanto o país trabalha. Um servidor público que cuida mais dos seus negócios e interesses do que os do país. Fachin pôs o rabo entre as pernas e se calou.

Flávio Dino, o capanga comunista do Lula no supremo, tentou fazer um discurso em tom intelectual, citando pensadores, nos mesmos moldes dos discursos falaciosos dos centros acadêmicos. Só firula de um vaidoso pífio.

Em certo momento, Dino pediu um aparte na fala de Moraes diretamente, sem respeitar a autoridade do presidente da mesa. Fachin protestou, Dino o atropelou e ficou por isso mesmo.

Porém, em sua verborreia, Dino votou e no final, se fez de tonto, pegou carona no discurso cor-de-rosa de Carmem Lúcia, confundiu todo mundo e pediu vistas do relatório. Mas ele não tinha votado? Fachin, o relator, se fez de rogado, disfarçou, não o corrigiu. E ficou valendo sua chicana. Para sabe-se lá quando.

Fux foi o único que não se envergou à reunião armada pelo grêmio estudantil de Fachin. Tentaram encurralá-lo, mas não deu. É o único juiz de fato na corte, com a envergadura de quem respeita a liturgia do cargo. Não é um militante partidário.

O fato é que mesmo com o empate de 4 a 4, em tese, Moraes acha que saiu vitorioso. Que as provas da PF (não a aparelhada de Andrei Rodrigues) contra si “vão sumir”, que vai tomar de volta seu brinquedinho de tortura, o “inquérito do fim do mundo”, que voltará para suas mãos.

Não é de estranhar se agora essa quadrilha militante do STF irá se reunir, na casa de Moraes, para montar uma escaramuça e pedir a cabeça de André Mendonça e seu afastamento do STF, sob a liderança de Gilmar Mendes.

A dezenove dias das eleições só há um fato imponderável nesse imbróglio todo: o voto do brasileiro, que sabe melhor do que ninguém quem é quem e não depende do fracote do Fachin.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Ligia Cruz

A falsa equivalência

Ligia Cruz

Setembro bombástico

Ligia Cruz

O Supremo escárnio