25 de agosto de 2026
Ligia Cruz

Divergir e debater é saudável

Tem gente que se magoa com divergências nas redes sociais e leva as discordâncias para o fígado, como se fossem ataques pessoais.

É muito diferente quando há ofensa de fato. Algo dito para escarnecer, humilhar seja por qualquer motivo.

Mas no campo das ideias e informações é saudável debater. Até quando a opinião é contrária. E a resposta vem cheia de indignação. Qual é o problema? Nenhum.

No meu espaço, só não permito ataques pessoais, carregados de palavrões, ou provocadores de esquerda, que gostam de causar polêmica e desestabilizar propositalmente. Bloqueio.

Com certeza também não aceito argumentos machistas, carregados de testosterona. Aí eu corto mesmo.

Fora isso, converso com todos porque entendo que este espaço é um fórum de debates onde as pessoas podem se expressar livremente, já que a censura é da própria ferramenta. Sou contra a censura visceralmente.

Raramente vou a perfis de terceiros porque tenho opiniões contundentes e as pessoas podem não entender e gostar. Como aconteceu hoje.

Numa postagem, uma pessoa disse que “comunismo não existe”. Me causou perplexidade a falta de informação. Perguntei sobre Stalin, Mao, Fidel, só para ficar nisso. Nem falei de Xi Jinping, dos aiatolás do Irã, de Putin e Raul Castro. Mas pesou. Não ofendi, falei para estudar. Fui eliminada, e repito: estudem!

Eu nunca parei de ler, estudar ou assistir documentários sérios.

Não sou nenhuma jovenzinha, mas continuo com sede de saber. E não tem nada a ver com minha profissão. É uma constante desde que aprendi a falar.

Com cinco anos já lia e com seis já era alfabetizada. Para aprender mais era preciso ir à biblioteca e eu ia. Devorava as enciclopédias e me esquecia das horas.

Mas não era o tipo chatinha, lia gibis, brincava na rua com os pés descalços, adorava correr e quando anoitecia eu observava as constelações, contava as estrelas e queria saber tudo sobre elas.

Hoje, está tudo na web, livros, sites especializados de absolutamente tudo, da medicina, à geofísica, história, geografia, biologia. Tudo. É ignorante quem quer.

E quem sabe muito, tem alguma erudição, é especialista em algum tema, é porque dedicou anos de estudos, observação e muita leitura. Fez o máximo para destacar-se e merece ser ouvido, lido e ensinar o que sabe.

Quando não sei, abaixo as orelhas, como dizia minha mãe, escuto, vou aprender e, se gostar, vou me aprofundar.

A vida é muito curta para os saberes infinitos que jamais alcançaremos. É fato. Viver com mais leveza, espírito desarmado e boa dose de curiosidade tira uma pessoa do lugar comum ou da ignorância para outro nível.

Vamos escutar, aprender e não levar tão a sério as contendas das mídias sociais. Porque este terreno não é nosso e a maior parte das amizades são virtuais. Há de tudo aqui, gente bacana e outras nem tanto.

Somos os primeiros humanos a lidar com essa forma de se comunicar e relacionar. Há 20 anos não havia redes socias, os telefones eram apenas telefones. Agora, aqui, você pode ter cinco mil amigos para interagir ou colecionar. Pensem sobre isso.
Mas aprendemos com todos aqui porque as redes sociais são um campo fértil e minado ao mesmo tempo.

Pessoas se apaixonam ou passam a odiar sem que se conheçam. É um mundo muito estranho. Mas trocar ideias, pensamentos debater e divergir vale a pena.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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