
Eu já não via mais nada do Igor Rodrigues, do Flow Podcast, desde o debate com candidatos à prefeitura de São Paulo, na TV Cultura, em que Pablo Marçal levou a famosa cadeirada de Luís Datena.
Deixei de segui-lo porque não gostei de sua postura durante todo o programa, que terminou em agressão.
Não estou defendendo o Pablo, que se excedeu no discurso, na minha opinião. E tampouco dizendo que mereceu, porque Datena também não é “flor que se cheira”. Sou anti-pt até as entranhas e petista é um povo bitolado e tolerante com a indecência.
A postura de Igor, posando de ser superior e nenhum pingo de honestidade intelectual, na ocasião, me desencantou. Excesso de imparcialidade, em certos momentos, se assemelha muito à covardia.
Eu já tinha um pé atrás porque nunca entendi direito a treta dele com o Monark (Bruno Ayub). Ele como sócio deveria tê-lo defendido, quando disse ser favorável à “criação de um partido n@zista”. E ele o fez em um contexto em que defendia a liberdade de expressão. Igor o deixou sozinho na arena com os leões.
Quando a mídia mainstream caiu de pau e o STF o perseguiu, Igor refluiu para defender o seu. Ficou com a marca, que pertencia a ambos, e até onde sei pagou ao ex-sócio valores aquém do calculado e com parcelas reduzidas. Palavras de Monark, que estão na mídia. Na verdade não sei muito sobre isso. Mas não é da dissolução da sociedade que se trata. Falo do caráter fugidio, lambão, sem firmeza.
O que eu pressentia sobre o caráter dele cravou um prego no caixão, ontem durante a entrevista com Lula.
Servidão total ao sujeito mais asqueroso e odiado do Brasil. Topou deslocar-se à Brasília, em tese sem ganhos, a troco de exposição e likes, para ter aquele papo de boteco com Lula, para ouvir mentiras, sem contestação.
Óbvio que foi combinado com a equipe de comunicação, com a exigência de “pegar leve” — porque é assim que a tropa do PT age. Lula não aceita críticas. Foi um espetáculo deprimente.
Mas, isso vale a reputação do entrevistador? Ou ele achou que ganharia pontos por se encontrar com exclusividade com o presidente no dia em que ele deu o chapéu na Globo? Ainda mais porque Lula sabia que sua tropa de choque jurídica partiria para a porradaria. Igor caiu de gaiato — ou não — e ainda mais no meu conceito.
A crítica é uma reflexão, baseada em observação pelo conjunto da obra. Não é um julgamento. Mas sacramentou pontos desfavoráveis àquilo que eu já sentia. O Flow já foi um podcast interessante e o Igor também já foi melhor. Não caiu no meu conceito, despencou.

