30 de setembro de 2026
Ligia Cruz

Mexer com mãe é burrice

Quem usa a religião e a fé para se dar bem na política, se dá mal.

E se Lula acha que vai levar vantagem pegando carona nessa fake news sobre Flávio Bolsonaro, retirar o título de “Padroeira do Brasil” de Nossa Senhora, se eleito, vai quebrar a cara.

Ele é tão cínico que se faz de desentendido, quando seu exército de fabricantes de factoides reativou a antiga história do bispo evangélico Sérgio Von Helder que, em 1995, chutou a imagem da santa.

É isso o que o PT faz no desespero: remexe nas ossadas para reavivar polêmicas do passado para gerar desinformação e causar polêmica nos “distraídos”.

O episódio real ocorreu em 12 de outubro de 1995, 31 anos atrás, durante o programa televisivo “O Despertar da Fé”, transmitido ao vivo pela Rede Record. O tal bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, desferiu chutes e pontapés em uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ao vivo, causando indignação em fiéis cristãos de todas as igrejas.

O fato causou revolta na população e ele acabou fugindo do país devido à ameaças de morte. Inicialmente foi para os Estados Unidos e depois para países da América Central.

Dois anos depois decidiu retornar e foi condenado a dois anos e dois meses de prisão, por discriminação religiosa e por vandalizar a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Por ser réu primário, recorreu e nunca foi preso de fato.

Embora tenha causado toda essa celeuma, se desligado da Igreja Universal e admitido que não foi ético, Helder não se arrependeu de fato. O fez para escapar da punição e do julgamento popular.

Em entrevistas, ele admitiu que não foi ético, que errou, mas essa não é a verdade inteira. Tanto que, em 2014, publicou o livro “Um chute à idolatria”, onde ele mantém suas convicções e críticas ao catolicismo e sua prática de adoração de imagens de santos.

E não parou, ele continua ruminando por aí. Helder tem um problema sério, doentio, contra o catolicismo, suas práticas religiosas e devoção a figuras canonizadas pela igreja do Vaticano.

O fato de os ideólogos da candidatura de Lula tentarem colar esse passado à Flávio Bolsonaro é de uma desonestidade cultural e histórica sem precedentes. Nossa Senhora Aparecida é a mãe da pátria, faz parte da história e remover dela o título é de uma burrice abissal.

Nenhum político, tendo alguma inteligência, mesmo relativa, mexeria nesse vespeiro, cometeria tal ato, ainda que fosse ateu, na última semana de campanha, antes das eleições. O último foi FHC, que do alto de sua soberba, declarou que não acreditava em Deus e perdeu a eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 1985.

Lula é arrogante, falacioso, pérfido e um péssimo ator. Ele nunca foi sequer cristão. Como comunista, tal como seu preferido juiz da corte suprema, Flávio Dino, ele desdenha da fé religiosa.

Visita o Vaticano para fazer média, posar para foto, fazer política talvez não republicana, como no tempo do esquerdista Papa Francisco, um religioso que tinha lado.

Lula só vai vencer no tapetão, com práticas escusas, mas covarde para admitir que não é cristão. Não deve saber rezar a Ave Maria inteira, muito menos a Salve Rainha. Descredenciando e usando a fé dos outros não vai não.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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