
Na manhã do 8 de outubro, o Planalto comemorava a inclusão em pauta da Medida Provisória, que elevaria a alíquota do IOF em 17%, para prover uma arrecadação de 18 bilhões de reais.
No meio da tarde, a base do governo continuava confiante na vitória da MP 1303/2025.
Após uma da fragorosa derrota na votação, a MP foi retirada de pauta.
No dia 9, a pesquisa Quaest alardeou a previsão de que “se a eleição fosse hoje, Lula venceria todos os adversários em 2º turno”.
Confiou mais na futurologia do que no imparcial manejo dos dados estimativos.
Quis fortalecer a imagem de Lula, como pacificador mundial, e ocultou as profundezas do poder e da política de ódio com suas implacáveis perseguições aos inimigos da coroa lulista.
A arquivada IOF de 17% terá um projeto substitutivo de puro surrupio fiscal do governo.
No dia 10 foi assinado o histórico cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que ninguém aposta em quanto tempo durará.
Também no dia 10, foi concedido o Premio Nobel da Paz à María Corina Machado “por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”.
No Planalto, o Nobel foi recebido no mais absoluto silêncio.
Lula só autorizou o seu assessor especial Celso Amorim condenar o “Nobel”, por priorizar a política e por ensejar que “ela facilite a intervenção na Venezuela”, numa declarada advertência aos EEUU, em plena “lua de mel” com o Brasil.
Na verdade, passada a fase conflituosa, em que Lula apelidou Trump de “imperador do mundo”, representantes de alto nível dos dois países discutem no momento atual as preliminares de efetivas negociações, tidas como promissoras no contexto de troca de gentilezas e de interesses dos líderes das duas potências mundiais, de longo histórico de positivas relações diplomáticas e comerciais.
A esperança é de que o “país do futuro”, sob um benéfico intercâmbio com os EEUU galgue um maior patamar estratégico e econômico no conturbado cenário mundial.
Sob a proteção de Deus, a torcida pró pacificação reúne a quase unanimidade dos brasileiros.

