22 de julho de 2026
Ligia Cruz

Un roman à Paris

Agência Brasil – EBC

Essa viagem de Lula e Janja está dando o que falar. É muita fraternité, não é minha gente?

Se prestar a um papel ridículo publicamente, num teatrinho blasé para mostrar ao mundo a sua falsa irreverência, é de concluir que além de sua falta de caráter, sua senilidade está bem avançada.

Um palhaço, com todo respeito aos autênticos, fazendo graça por puro exibicionismo, sem propósito, indolente. Isso é postura de um chefe de estado?

Enquanto isso, sua consorte espevitada se deixa tocar com intimidade pelo presidente francês e de quebra lhe dá um “selinho”, aos olhos do mundo, fazendo crer que houve nesse encontro muito mais do que tratar de interesses institucionais.

Tudo muito estranho. Essa performance toda, de mau gosto, mascara alguma intenção questionável e não está cheirando bem.

O que está por trás de toda essa encenação? Há algo que não sabemos e não estamos vendo. Que tipos de acordos estão sendo feitos, porque a agenda é dúbia do começo ao fim. Em nada lembra uma pauta de interesses para o país.

Emmanuel Macron nunca escondeu seus interesses pelas riquezas da nossa Amazônia. Furtivamente, laboratórios franceses há décadas se embrenham na nossa floresta para extrair clandestinamente resinas e produtos fármacos. Mas há algo mais, certamente: o que está abaixo do solo. Minérios, petróleo, terras raras e muito mais.

Porém, para distrair os tolos, “diga que é para pedir apoio ao moribundo Mercosul”, assunto que o francês já deixou claro que não tem interesse. Então, a pauta dessa viagem é capenga, não se sustenta. O assunto poderia ser resolvido por vídeo conferência.

Parece que a França se cansou de explorar as antigas colônias africanas e está mudando o foco e o palco. Deixando para trás conflitos militares, sociais, milhares de mortos e muita miséria. O país ainda mantém tropas na região do Sahel, no Chade e no Níger. Foram expulsos do Mali e Burkina Faso, onde há guerras civis. Não é portanto um parceiro confiável.

Quando se diz à boca pequena que Lula está vendendo a Amazônia aos estrangeiros, não há nenhum exagero nisso. Ele de fato está, do mesmo modo que entrega sua mulher para um “ménage” público e se faz de tolo.

Esse excesso de intimidade é mais que revelador e simboliza uma espécie de parceria do tipo “o que é teu, é meu”. E pelo que tudo indica, Brigitte, a mesma que desferiu um tapa na cara do marido, dias atrás, consente. Faz parte do jogo. Tudo lembra uma cortina de fumaça.

E a França alquebrada, decadente, incapaz de conduzir seus problemas internos, ainda banca sua arrogância diante do mundo. Se engana quem quer. Como Lula, que acredita piamente que o título de “doutor honoris causa” da Sorbonne é o reconhecimento de sua grande importância para a humanidade. Um colecionador de títulos, sem mérito, sem escola, para alimentar o seu ego semianalfabeto, insaciável e narcisista.

E o camarada Macron consegue ludibriar um velho, com arroubos juvenis, que se crê o tal.

O brasileiro, que não é tolo, assiste a tudo isso incrédulo, envergonhado com a falta de decoro, imaginando aonde tudo isso vai dar. Qual é o limite para tanta “parvoice” extra protocolar. O Brasil roubado, agora está sendo desonrado também por quem cuspiu na história e está entregando o país de bandeja.

Enquanto isso, o senado e o parlamento, com seus presidentes manietados se fazem de sonsos.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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