
Começou a temporada de caça aos endinheirados da política. Surgiu na mídias um vídeo dizendo que Zema, candidato a presidência tem uma fortuna de R$ 49 milhões declarados. Ele mesmo confirma e justifica com seus negócios. Antes de entrar para a política ele já era empresário, dono de rede de lojas, concessionária e mais.
Mas não é ele quem deveria estar no foco de um possível enriquecimento ilícito na vida pública, mas o indefectível Lulinha da Silva: não é político, não é empresário de sucesso e detém milhões sem nunca ter produzido nada e está sempre metido em negócios escusos. Só é filho do presidente, aquele a quem o papai diz ter talento para os negócios.
Desta vez, Lulinha, entre tantos insucessos em negócios fracassados, se envolveu com um grande, que em nada se parece com o de um mero catador de cocô de elefante no zoológico de São Paulo : no roubo gigantesco, sem precedentes, de aposentados do INSS.
Ele fugiu, está na Espanha e, segundo as últimas informações, bancado por uma empreiteira com nome ainda sob sigilo, por estar no curso das investigações.
Uma velha sistemática do PT, que traz ao presente a tática petista de cobrar pedágio de apoiadores por “serviços prestados”, privilégios em obras e tais. Bem o DNA do PT, do Mensalão e Lava jato. Lucrar sem trabalhar, faturar às custas do dinheiro público. E aí tem a mão de Lula, o presidente corrupto que liderou todos esses esquemas e conhece o CPF de todos os parças de seus crimes.
A parte boa da Polícia Federal está em posse de relatórios e um gordo dossiê, entregues no âmbito de apurações, que citam a tal empreiteira que mantém contratos bilionários no governo federal e estaria custeando as despesas de Lulinha em Madri.
O caso ganhou repercussão após a movimentação da empresa de consultoria tecnológica aberta por ele em Madri, na Espanha no começo deste ano, a Synapta SL. Mesmo inativa mudou seu endereço fiscal para um coworking numa região nobre e de alto padrão na capital espanhola, no Paseo de la Castellana. Chique no último grau o sujeito. Mas a pergunta que não quer calar é: o que ele entende de tecnologia?
Em uma breve pesquisa, consta que a Synapta está registrada na Espanha como uma empresa limitada unipessoal, que atua no setor de tecnologia da informação e consultoria técnica. No objeto social declarado da empresa consta a prestação de serviços tecnológicos, consultoria técnica e de informática, planejamento e desenho de sistemas para integração de equipamentos, programas e mais uma série de detalhamentos, que sabemos é para encher linguiça. Foi aberta com um capital social mínimo de 3.000 euros.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou à imprensa que a estrutura foi criada visando “projetos futuros”, mas que ainda não entrou em funcionamento efetivo. Nada novo.
Como o “megaempresário” e filho do presidente está vivendo então? Os investigadores apuram se a firma poderia ser utilizada no exterior em paralelo a supostos esquemas de tráfico de influência e lobby envolvendo contratos de tecnologia no governo federal brasileiro ou se é só mesmo para justificar uma atividade remunerada para quem se esvaiu na surdina, enquanto o escândalo do INSS ainda não tinha chegado a ele. Esta última hipótese é a mais provável.
O fato é que logo após aquele encontro na Cúpula de Santiago, em 2025, no Chile, onde vários membros do Foro de São Paulo no Chile, reuniram-se com o ex-presidente Gabriel Boric (que sempre negou participar da organização de extrema-esquerda), inclusive com a presença de Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, Lulinha migrou.
Na ocasião, possivelmente e não improvável, surgiu o plano B de Lula, para tirar o filhão do olho do furacão. E o premiê teria facilitado os trâmites, com visto de permanência na Espanha, para Lulinha escapar do risco de prisão, junto com seu sócio oculto, Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, na World Cannabis. Essa seria uma hipótese viável de sair do foco e veio a calhar. Lula é bom nessas tramas. Blindou o irmão e o filho, metidos até o topo no roubo dos aposentados.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade, afirmando que a constituição da Synapta cumpre todas as exigências legais do governo espanhol e não possui vínculo com os inquéritos em andamento no Brasil. Mas a que a empresa se presta não interessa, a não ser por uma fortuita “coincidência”: seu objeto é exatamente idêntico à especialidade do “careca do INSS”: tecnologia da informação.
Óbvio que Lulinha não foi o idealizador do objetivo da empresa, cuja especialidade não entende nada, apenas seguiu um script. Mas isso é coisa que a “Operação sem desconto” que a PF ainda vai apurar.
O careca surgiu no cenário do escândalo porque prestava serviço de tecnologia e representação para inúmeras associações de aposentados e viu aí uma oportunidade ímpar de alavancar capital para prosperar o seu negócio principal, a World Cannabis. Nunca trabalhou no INSS, ganhou o apelido por sua atuação no esquema.
O careca conhecia profundamente o sistema, e montou um esquema de achaque nos vencimentos dos pensionistas, através de cobranças associativas não autorizadas, diretamente nos holerites de aposentados e pensionistas. Tudo com a ajuda de servidores públicos corruptos que trabalhavam dentro da estrutura do INSS e participaram no roubo sistemático, dando um caráter lícito para as cobranças.
O esquema desviou o montante de R$ 6,3 bilhões para o seu negócio principal a World Cannabis, indústria de produção de canabidiol medicinal. Além de pagar quem se envolveu na trama, os valores desviados permitiram o crescimento impressionante da World Cannabis, com escritórios em Brasília e Miami, área agrícola de cannabis sativa na Colômbia e uma fábrica de produção de insumos e canabidiol na cidade do Porto, em Portugal.
Aliás, consta nas investigações, que Lulinha viajou para Portugal, com as contas pagas pelo “careca”, a título de conhecer o laboratório. Mera curiosidade (sic).
O súbito interesse de Lulinha pelo canabidiol não foi fruto do interesse de um investidor ávido por bons negócios. Ele foi cooptado, certamente pelo seu caráter permissivo.
As investigações colocam a lobista Roberta Luchsinger no cerne da trama, justamente como a responsável por aproximar o “careca” com o “filho do rapaz”. E ela também faz parte do esquema e é das contas dela que parte a mesada de R$ 300 mil mensais que Lulinha recebe, a título de lobby, na verdade tráfico de influência dentro do coração do governo.
Há um velho ditado que diz: “quem usa cuida”. E Lula está cuidando de tudo porque ele, “o rapaz”, e seu filho estão metidos na coisa toda até a raiz.
A investigação está sob o escrutínio e cuidados do ministro do STF André Mendonça. O medo de Lula é quando o evangélico vai detonar tudo, divulgar toda a atividade criminosa e atrapalhar sua candidatura. Está por um fio e Mendonça tem a faca e o queijo na mão para livrar o país do petismo.

