21 de julho de 2026
Adriano de Aquino

O Estreito de Ormuz

Nem todo Estreito de Ormuz está sob controle do Irã.

Ele é dividido e muito disputado, de acordo com o Direito Internacional Marítimo.

Aqui, o presidente brasileiro fala muito em soberania. Apoia a ‘soberania’ bélica expansionista da ditadura iraniana.

Contudo, no caso do Estreito de Ormuz, há um tratado de ‘Soberania Dividida’ onde cada país controla as suas próprias águas territoriais.

O Irã monitora o corredor norte e Omã supervisiona o corredor sul. O regime iraniano de modo impositivo quer firmar um protocolo de cogestão permanente. Omã resiste em conceder ao regime teocrático expansionista do Irã, a palavra final sobre todo o tráfego marítimo na região.

Diante das recentes tensões e ataques na região, Omã ativou uma rota temporária livre de pedágios em suas próprias águas territoriais (próximo à Península de Musandam) para que navios comerciais possam navegar sem passar pela fiscalização direta das forças iranianas.

O Irã frequentemente afirma que detém a autoridade principal da região, o que gera frequentes conflitos diplomáticos e militares com vizinhos árabes.

Para a teocracia ditatorial iraniana a via de cooperação internacional entre países árabes com nações do Ocidente, tem que passar pela chancela de Teerã.

Países árabes que desobedecem a ordem suprema se tornam alvos do Irã.

Jordânia, Catar, além de outros aliados regionais como o Kuwait e o Bahrein estão no programa iraniano de destruição.

Uma das alegações de Teerã é que esses países dão suporte a bases militares americanas.

Há quem acredite que esse é o único motivo.

E há quem considere que a propagação de alvos iranianos em territórios árabes teve inicio quando Omã desconfiou das intenções expansionistas da ditadura iraniana, descartando o bloqueio e permitindo que a rota sul do Estreito fosse usada para navegação internacional. Logo após, Omã foi bombardeado.

Não precisa ser um Lawrence da Arábia para saber que árabes são determinados e tomam decisões autônomas de autodefesa contra as intenções expansionistas do Irã, ainda que as esquerdas do ocidente insistam e lhes descaracterizar com os insultos estrupidos como ‘vassalos dos EUA’.

Essa segunda análise me parece a mais provável.

A resistência árabe ao poderio bélico iraniano é uma ponte para a vitória contra um regime expansionista, bélico e intolerante.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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