
Está sujeita à manipulações, arremedos e arbítrios institucionais em nome da sua ‘defesa’.
Porém, ainda que a democracia seja bastante vulnerável ao controle de poderosos conluios, a alternância do poder é, para mim, uma janela de esperança, renovação e descontaminação do ambiente tóxico da politica de compadrio. A alternância de poder é um pilar essencial da democracia representativa porque impede a concentração excessiva de autoridade e assegura a soberania popular.
Na troca de sujeitos, o autoritarismo dos governantes de longo percurso no poder, veem a alternância do poder como uma ameaça ao comando perpetuo, manejo dissimulado, típico de ditaduras e governos autocráticos.
Um exemplo dessa importância pode ser visto nas recentes decisões do governo dos EUA ao abalar as estruturas de entidades supostamente filantrópicas que atuavam em conluio e sob auspícios de governantes com interesses comuns.
Alguns conluios firmados na gestão do ex-presidente Joe Biden e seus parceiros como a OpenSociety (George Soros dinasty), começam a desmoronar. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, lidera uma ampla ofensiva fiscal coordenada pelo governo de Donald Trump para revisar e potencialmente revogar o status de isenção de impostos de grandes organizações e ONGs.
O pente-fino da Receita Federal americana (IRS) foca em entidades acusadas por financiar ilegalmente o ativismo político radical, a influência estrangeira ou movimentos associados à violência urbana. Duas delas, de grande visibilidade e atuação internacional, estão sob a mira do Tesouro.
A Open Society Foundations, suposta rede filantrópica fundada pelo bilionário George Soros é um dos alvos. O governo acusa a fundação de usar brechas tributárias para destinar recursos a protestos violentos e movimentos de esquerda radical.
Progridem também as investigações das denúncias de que a Open Society Foundations (OSF), influenciou o destino de recursos da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) para apoiar autoridades públicas, políticos, jornalistas e empresas de comunicação e influenciar eleições nas sub-democracias do Cone Sul.
A isenção fiscal concedida à Open Society está no centro de uma ampla ofensiva jurídica e administrativa dos EUA. Sob as novas diretrizes do governo americano contra “falsas instituições de caridade”, o Tesouro estuda revogar a isenção fiscal da fundação. Sem o benefício, a OSF estaria sujeita a uma alíquota corporativa de 21%, o que custaria cerca de US$ 163,6 milhões aos cofres da entidade.
A outra é a Southern Poverty Law Center (SPLC),Centro de Direito da Pobreza do Sul. Como vemos ‘pobreza’ é uma fonte de receita inesgotável para corrupção. Desde a escalada de escândalos que atingiu o seu ápice após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) indiciar formalmente a organização e antigos executivos de alto escalão por crimes graves de fraude eletrônica, fraude bancária e lavagem de dinheiro.
No indiciamento federal, em 21 de abril de 2026, o grande júri federal no Alabama indiciou formalmente o SPLC em 11 acusações criminais.
O governo americano acusa a ONG de desviar mais de US$ 3 milhões vindos de doações para financiar secretamente líderes e membros de grupos extremistas. As pegadas do dinheiro desviado levou investigadores a indivíduos ligados a grupos de supremacia branca, incluindo a Ku Klux Klan (KKK) e o National Socialist Movement.
A liderança do SPLC teria utilizado empresas de fachada e contas bancárias fictícias com identidades falsas para ocultar a origem dos fundos e enganar as instituições financeiras.
Agora, agosto de 2026, com a prisão na California de Heidi Beirich, ex-diretora do projeto de inteligência da SPLC, o caso escalou dramaticamente, com o envolvimento direto de indivíduos da liderança.

