16 de agosto de 2026
Adriano de Aquino

Trump é personagem vivo que atrai todo tipo de protesto

 


De celebridades do espetáculo a anônimos em busca de fama, intelectuais, jornalistas e ativistas ‘overseas’, críticos fisiológicos dos EUA, que o elegeram como o ‘alvo’ maior a ser destruído.

Um traço psicológico comum, observável no ecossistema midiático, é que todos aliados à missão de pará-lo, derrubá-lo e matá-lo, não importa a tendência ideológica, estão ungidos por elevados princípios humanitários de ‘salvar o mundo’.

Até seu retorno ao poder, atacar frontalmente os EUA, era algo impessoal.

Movimentos internos/externos ‘antiamericanistas/capitalista'(sic) que ecoaram mundo afora sempre foram moda.

Ações genéricas, como queimar bandeiras, fazer manifestações e se opor à política externa do país, sobretudo, nos anos que sucederam a Guerra Fria, Vietnam, Afeganistão e demais incursões externas norte-americanas, eram ilustrados com o poster do velho Tio Sam, “Aliste-se” de cartola patriótica, dedo em riste apontando para o observador com olhar dominante, ameaçando quem se atrevesse desafiá-lo.

Esse imaginário apagou-se. Deu lugar ao personagem Trump.

Ao trazê-lo de volta ao epicentro do poder, o eleitor americano deu sobrevida a um personagem audacioso e controverso, catalisador de todo ‘ódio’ do mundo.
O alvo é personalíssimo, agora chama-se Trump. Tirando ele, o mundo até que é bom, é o animo desse povo.

A América, que o arrogante Trump se expõe a defender, não é a de um paciente letárgico, sujeito a lapsos de consciência, mantido de pé nas tribunas por injeções e suplementos medicinais para suavizar a decadência física e psíquica.

Um retrato triste porém fiel aos ditames e projeção internacional do Partido Democrata com sua mídia barata de atender potenciais inimigos e a nova ordem mundial.

Uma América fraca, à beira da ruína moral, incapaz de conter as contendas internas e a ascensão da China no cenário global, é um sonho recorrente, um desejo disfarçado mas latente de todos que sentem-se vítimas, sejam eles líderes políticos ou protagonistas secundários de uma autonomia frustrada pela própria incompetência e sucessivos fracassos pessoais, coletivos e sociais.

É sintomático que um sujeito audacioso e irreverente, que oscila entre temas de grande importância global com a mesma ênfase com que defende a integridade do espelho d’água em frente ao Memorial Lincoln em Washington, seja alvo de todo aventureiro.

O ataque de hoje contra um ícone americano foi desferido pela indescritível personagem Melissa L. Farris (fotos na ilustração acima). Supõem-se que ela seja uma ‘artista visual performática'(rs). A cultura artística dos ‘performáticos’ é restrita ao noticiário da imprensa.

Como figurante no conjunto da obra de desconstrução histórica dos EUA, Melissa leu em algum jornal que o Memorial da Segunda Guerra Mundial no National Mall é um monumento em homenagem 292.131 soldados americanos mortos diretamente em combate e outras centenas de milhares que morreram posteriormente, em consequência da Segunda Guerra.

Ela se muniu das suas armas de protesto e partiu pra vandalizar geral. Grafitou em vermelho no beiral do chafariz a mensagem: “mãos limpas, dinheiro sujo” e lançou sabão solúvel nas aguas do chafariz. Foi presa! Mas isso é seu trunfo menor.

Ela conseguiu ser conhecida e obteve resposta do Trump no Truth Social na manhã de sexta-feira.

Nosso belíssimo Memorial da Segunda Guerra Mundial acaba de ser alvo de vandalismo com pichações. NÃO HÁ INSULTO MAIOR AOS HERÓIS AMERICANOS QUE MORRERAM NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Primeiro o espelho d’água, agora isso. Estamos no encalço deles! De onde vieram esses animais???”

Ora, estão por toda parte. Aí mesmo, ao seu lado. São crias de uma campanha antiamericana de lago espectro.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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