
Nem todo Estreito de Ormuz está sob controle do Irã.
Ele é dividido e muito disputado, de acordo com o Direito Internacional Marítimo.
Aqui, o presidente brasileiro fala muito em soberania. Apoia a ‘soberania’ bélica expansionista da ditadura iraniana.
Contudo, no caso do Estreito de Ormuz, há um tratado de ‘Soberania Dividida’ onde cada país controla as suas próprias águas territoriais.
O Irã monitora o corredor norte e Omã supervisiona o corredor sul. O regime iraniano de modo impositivo quer firmar um protocolo de cogestão permanente. Omã resiste em conceder ao regime teocrático expansionista do Irã, a palavra final sobre todo o tráfego marítimo na região.
Diante das recentes tensões e ataques na região, Omã ativou uma rota temporária livre de pedágios em suas próprias águas territoriais (próximo à Península de Musandam) para que navios comerciais possam navegar sem passar pela fiscalização direta das forças iranianas.
O Irã frequentemente afirma que detém a autoridade principal da região, o que gera frequentes conflitos diplomáticos e militares com vizinhos árabes.
Para a teocracia ditatorial iraniana a via de cooperação internacional entre países árabes com nações do Ocidente, tem que passar pela chancela de Teerã.
Países árabes que desobedecem a ordem suprema se tornam alvos do Irã.
Jordânia, Catar, além de outros aliados regionais como o Kuwait e o Bahrein estão no programa iraniano de destruição.
Uma das alegações de Teerã é que esses países dão suporte a bases militares americanas.
Há quem acredite que esse é o único motivo.
E há quem considere que a propagação de alvos iranianos em territórios árabes teve inicio quando Omã desconfiou das intenções expansionistas da ditadura iraniana, descartando o bloqueio e permitindo que a rota sul do Estreito fosse usada para navegação internacional. Logo após, Omã foi bombardeado.
Não precisa ser um Lawrence da Arábia para saber que árabes são determinados e tomam decisões autônomas de autodefesa contra as intenções expansionistas do Irã, ainda que as esquerdas do ocidente insistam e lhes descaracterizar com os insultos estrupidos como ‘vassalos dos EUA’.
Essa segunda análise me parece a mais provável.
A resistência árabe ao poderio bélico iraniano é uma ponte para a vitória contra um regime expansionista, bélico e intolerante.

