
Nunca andei de moto na minha vida, talvez um dia ganhe coragem e siga em frente.
Imagino como deve fazer bem sentir a revitalizadora sensação de liberdade e de aventura de andar em duas rodas, que nos conduzem a qualquer destino.
São fáceis de manusear, manter e estacionar nas grandes cidades, além de econômicas.
Suas vendas aumentam a cada ano, como, infelizmente, os evitáveis acidentes nas calçadas.
Na incontida ânsia de aumentar a mobilidade, as motos ou bicicletas motorizadas driblam os engarrafamentos e o tráfego intenso para chegar o mais rápido ao destino e se acostumaram em invadir as calçadas comerciais e residências, sobretudo os afoitos entregadores de mercadorias, geralmente, em alta velocidade e sem capacetes, ameaçando e vitimizando pedestres de todas as idades, em todas as cidades do Brasil.
No Rio de Janeiro, como em outras capitais, a atual realidade é a total ausência ou desprezo das autoridades municipais em proibir e punir a veloz circulação das motos nas calçadas, deixando de cumprir o dever de proteger a vida e a integridade física dos atemorizados pedestres.
Nas calçadas da subida e da descida da rua Henrique Dodsworth, em Copacabana, os acidentes se sucedem diariamente diante de duas reluzentes viaturas policiais, ali estacionadas e contemplativas.
O pior é que não se vislumbra, no horizonte das governanças, qualquer providência para se estancar ou, pelo menos, arrefecer os sucessivos acidentes nas calçadas e nas faixas urbanas para pedestres.
Que Deus ilumine os Prefeitos eleitos a cuidarem melhor das suas cidades e de proteger os pedestres, que saberão em quem votar nas próximas eleições.

