13 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

As motos na aventura do bem e do mal

Nunca andei de moto na minha vida, talvez um dia ganhe coragem e siga em frente.

Imagino como deve fazer bem sentir a revitalizadora sensação de liberdade e de aventura de andar em duas rodas, que nos conduzem a qualquer destino.

São fáceis de manusear, manter e estacionar nas grandes cidades, além de econômicas.

Suas vendas aumentam a cada ano, como, infelizmente, os evitáveis acidentes nas calçadas.

Na incontida ânsia de aumentar a mobilidade, as motos ou bicicletas motorizadas driblam os engarrafamentos e o tráfego intenso para chegar o mais rápido ao destino e se acostumaram em invadir as calçadas comerciais e residências, sobretudo os afoitos entregadores de mercadorias, geralmente, em alta velocidade e sem capacetes, ameaçando e vitimizando pedestres de todas as idades, em todas as cidades do Brasil.

No Rio de Janeiro, como em outras capitais, a atual realidade é a total ausência ou desprezo das autoridades municipais em proibir e punir a veloz circulação das motos nas calçadas, deixando de cumprir o dever de proteger a vida e a integridade física dos atemorizados pedestres.

Nas calçadas da subida e da descida da rua Henrique Dodsworth, em Copacabana, os acidentes se sucedem diariamente diante de duas reluzentes viaturas policiais, ali estacionadas e contemplativas.

O pior é que não se vislumbra, no horizonte das governanças, qualquer providência para se estancar ou, pelo menos, arrefecer os sucessivos acidentes nas calçadas e nas faixas urbanas para pedestres.

Que Deus ilumine os Prefeitos eleitos a cuidarem melhor das suas cidades e de proteger os pedestres, que saberão em quem votar nas próximas eleições.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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