A vida pública na privada

Foto: Arquivo Google

Já em apuros por conta de casos de corrupção, o governo Temer não precisava de mais trapalhadas. A PGR pediu autorização ao STF para investigar um ministro que teria recebido dinheiro para a campanha eleitoral de 2014, cujo valor não foi declarado ao TSE. Outro ministro (especificamente o da Justiça) faz graves acusações a policiais civis e militares do RJ, ao governo e a deputados estaduais, sem provas. Uma ministra (dos Direitos Humanos) pediu para acumular vencimentos (salário de ministra e aposentadoria de desembargadora), que totalizariam mais de R$ 60 mil, superior ao teto constitucional, alegando que sua situação se assemelhava à do trabalho escravo. Diante da repercussão desse pedido que contraria a lei, desistiu. Sobre todos esses acontecimentos, que atitude tomou o presidente da República? Nenhuma. Todos continuam ministros…
Considerando que as acusações dos outros ministros já fazem parte do nosso dia a dia, deixando claro que não concordamos com eles, vou escolher o mais absurdo dos fatos acima, que é o da escravidão, que eu e todos que estudaram história do Brasil, achávamos que tinha sido abolida, pelo menos oficialmente, em 1888, embora saibamos que membros da bancada ruralista ainda cultivam esta forma de “emprego” em muitas de suas terras e ainda estão querendo “melhorar” as coisas pra eles.
“É cabelo, é maquiagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação” é a lista de gastos da ministra dos Direitos Humanos que não cabem no orçamento mensal de R$ 30 mil, defendendo ultrapassar o teto legal de remuneração pública para receber o dobro. Cabe acrescentar à sua lista: “é cinismo, é deboche, é sarcasmo, é escárnio, é hipocrisia’! É o fim do picada. O fim do caminho.
Insatisfeita com um contracheque de mais de 30 mil reais mensais, carro com motorista, direito a jatinho da FAB, cartão corporativo, imóvel funcional e gordas diárias quando viaja, a ministra Luislinda Valois teve a cara de pau de requerer ao governo juntar a tudo isso à sua aposentadoria de desembargadora, para passar a recebermais de 60 mil reais mensais, saindo, em sua opinião, de uma situação de trabalho escravo com a sua atual remuneração.
Quem quer ser bem remunerado deveria trabalhar na iniciativa privada, onde pode negociar seu salário. A nova ministra dos Direitos Humanos, ao exibir seu apreço por gorda remuneração, já mostra o caminho para quem quiser resolver qualquer problema junto ao ministério que ela comanda. O Brasil espera que a “ainda” ministra Luislinda Valois seja conduzida rapidamente para seu lugar. Fora do governo!!!
Qualquer pessoa que goste demasiadamente de dinheiro e não queira se preocupar com o dinheiro do povo, não deveria procurar a vida pública.

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