Guerra invisível

Foto: https://www.startse.com/noticia/ecossistema/72251/empresas-tecnologia-china-coronavirus
Gigantes chinesas de vendas online se voluntariam para apoiar ações de combate ao coronavírus. Trata-se de uma união de esforços tecnológicos  para lidar com  a mais nova ameaça à saúde mundial.

A China de hoje aposta tudo em mega construções, como estradas, aeroportos, edifícios e agora vai levantar um hospital em tempo recorde, para fazer frente ao contágio galopante da doença. Porém, no lado social ainda deixa a desejar. Antigos hábitos alimentares, por mais bizarros que nos pareçam, revelam os traumas de tempos de fome e podem estar por trás da disseminação do vírus.

A população residente na área onde surgiu a primeira vítima está trancada. Ninguém entra, ninguém sai de Wuhan. Uma operação de contenção impressionante levada a cabo pelo governo. Outra cultura, outra realidade.

A versão de que o estopim foi o vazamento proposital do vírus, com as tintas de uma guerra biológica, tem ganhado as redes sociais. Para quê? Refrear o crescimento econômico da gigante asiática? Seria coisa de mente doentia elevada ao extremo.

A  mídia mais séria não se arrisca à esta linha editorial. Ainda.
O que se vê são vídeos informais circulando pela internet que mostram pessoas de Wuhan caídas e despencando do nada nas ruas, em metrô, hospitais – até mesmo médicos que até então cuidavam de pacientes.
O acesso à informação é controlado pelo governo portanto quem dá a versão oficial é ele. Subestimou o poder de propagação do vírus? Talvez.

A China ainda é um país fechado apesar de toda sua pujança tecnológica. O líder Chi Jin Pin  enfrenta uma guerra mortal contra seres invisíveis capazes de mudar  e derrubar teorias com velocidade impressionante.

No início deste século, precisamente há 17 anos, a China também foi responsável  pela eclosão da gripe aviária, H5N1, que fez e ainda faz muitas vítimas mundo afora.

De tempos em tempos a humanidade lida com pandemias mortais como essa.

Casos da varíola, gripe espanhola, que na verdade surgiu nos Estados Unidos, o Ebola, na África.
Em todos os cenários constatou-se que a causa foi o contato humano com animais de ecossistemas onde esses vírus são endêmicos. Portanto, este não foi o primeiro e nem será o último caso.
Resta saber se haverá tempo para desenvolver vacina e  reverter o contágio que cresce em escala mundial. Contudo, saber que há um pacto contra um inimigo em comum já é alguma coisa.
Essa é uma guerra desigual em trincheiras muito profundas.

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