
Um assunto que o brasileiro entende bem e o tem deixado de cabelo em pé é o preço dos produtos nas gôndolas dos supermercados.
Portanto, não adianta começar qualquer conversa com filigranas políticas se ela não vai contemplar melhorias na mesa.
Essa conversa enviesada dos partidos e seus políticos tentando fazer o povo crer que o que eles pensam é o melhor para o país, não é para levar ao pé da letra. O que eles querem é para si mesmos, traduzidos em benefícios, vantagens e poder. O ardil deles não interessa aos pais e mães deste país que precisam pôr comida na mesa.
O golpe na cesta básica de alimentos vem sendo dado dia após dia. A bola da vez é o aumento do preço dos ovos, a única proteína acessível até então. Antes se comprava em dúzia, agora na caixa são só dez. E o preço, antes encontrado por R$ 12,00, em cartela de 20, agora está perto de R$ 20,00. É indecente.
O quilo do pé de frango em 2022 era R$ 4,60, hoje, está em torno de R$12,00 e não se acha mais. A próxima vítima será o bucho ou dobradinha, estômago do boi, que também já sumiu dos supermercados.
As verduras e legumes estão no mesmo caminho. Uma bandeja de 250 gramas de vagem, R$ 11,00; uma couve-flor, R$ 15,00; 200 g de quiabo R$ 9,90; uma escarola R$ 5,90; as frutas, melhor não dizer. O café, moído com palha para render no pacote, acima de R$ 18,00; o quilo do feijão mais barato, de R$ 4,50, 250 g é de galho, pedra, torrão de terra – para jogar fora. Inacreditável como somos tratados.
O que o brasileiro vai comer? Não temos mais carne, nem peixes, nem aves, nem frutas, nem ovos na mesa. Mais dois anos seremos uma população esquálida.
A diversidade sumiu da cesta dos brasileiros e isso é muito triste num país com tanta terra boa, clima favorável e recursos hídricos.
E o Lula grita para que o comércio baixe os preços enquanto cospe e esbraveja. Só para fazer cena. Ele não se importa com a dor de ninguém. É um narcisista vingativo.
Enquanto ele estiver em cena não adianta nada, é o sistema que ele alimenta com sua sanha de perverter e lucrar que deriva em tudo isso.
As instituições que poderiam ser um lume de esperança ao brasileiro também estão corrompidas e nulas. Ninguém fiscaliza nada.
Então, quando Jair Bolsonaro chama para si a grita do povo nas ruas com uma pauta detalhada e que não contempla o impeachment de Lula, que para a população é o maestro de toda desgraça por que o país passa, abre-se o precedente para uma quebra de confiança. É o que o brasileiro sente. Mas é preciso explicar.
Todos sabemos que leva tempo para que evolua um processo de impeachment. E depois, retirar o Lula daria muito trabalho para um moribundo político. Seria como cumprir a ode do sistema bruto que, na verdade, quer Geraldo Alckimin desde o início para governar junto com o STF. Talvez para ensaiar uma espécie de parlamentarismo às avessas sem perguntar à ninguém.
Ambos são farinha do mesmo saco. Tucanos e petistas começaram tudo isso juntos, em dobradinha com os oligarcas do centrão, e têm as mesmas ambições e maldades. Haveria talvez uma reforma ministerial e daria um falso alívio de não ter que ver Lula mentindo e vociferando diariamente, mas é melhor tirar o som da TV do que deixar que a dupla Moraes-Alckimin complete a obra e consuma o golpe de estado que maquinaram para retirar a direita da disputa.
Apesar de toda a antipatia que o vice desperta – e por ser sabidamente um escroque -, a vantagem é que não teria ao lado de si uma deslumbrada grosseira para torrar dinheiro e ditar regras de como presidir o país em dupla.
O melhor é deixar Lula derreter. Ele está senil. Suas últimas falas estão sem freio e o comportamento errático subentende indícios de demência. Ele não governa, sua preocupação são as emas e os jabutis. Aliás, cada dia que passa parece que ele está sempre começando seu primeiro dia de governo como se estivesse o tempo todo fazendo download. É o Biden tupiniquim.
Não fez a reforma tributária prometida e ainda colocou a economia nas mãos de um incompetente que, ao invés de desonerar, aviltou os impostos. Colocou a população em agonia. As estatais voltaram a ser os mesmos chiqueiros inchados e falidos. Distribui dinheiro público como se não houvesse amanhã.
São dois anos nesse desatino, inflação, perda do poder de compra e a informalidade crescente. Mas ele avisou: voltou para se vingar.
Convenhamos, Lula nunca soube governar. Ele gosta mesmo é de “fazer política” ao seu modo: manipular e corromper. Trabalho não é com ele. Nunca se importou genuinamente com o povo.
Qualquer pauta que se planeje no palanque, no dia 16 de março próximo, queiram ou não os políticos, nas ruas o grito será de “fora Lula” pelo conjunto da obra. Mas deveria ser também “Abaixo a carestia”.
Já Bolsonaro precisa de tempo para se livrar das acusações fantasiosas do enredo de Paulo Gonet da PGR (Procuradoria Geral da República), que está mais para uma novela de Dias Gomes.
Para pavimentar sua volta ao estilo Trump precisa protelar, jogar com sua defesa.
Se ele for merecedor, será reeleito, apesar de que errou demais deixando o povo a ver navios e se bandeou para os Estados Unidos. Sua luta pela anistia dos presos políticos parece uma espécie de “mea culpa”.
Ele tem carisma, foi um bom gestor, deixou a economia sanada, mas pecou quando peitou Alexandre de Morais e depois recuou. Mostrou-se fraco e abriu a guarda para o que temos hoje. É preciso por os pingos nos “is”. A idolatria faz mal à alma liberta dos probos.
A verdade é que o país está farto de populistas. Nenhum político comanda as ruas. Se engana quem ainda acha que se pode dominar as massas. A vontade do brasileiro é soberana e está muito clara: Lula fora com toda sua corja de corruptos, artistas e oportunistas, incluindo a gangue de ministros do STF.
No próximo dia 16 de março, os brasileiros têm preocupações muito maiores e legítimas do que os donos de partidos e seus políticos e sabe muito bem onde aperta o calo. Lula é só mais um. O ditador é o Moraes, o artífice do caos. É ele quem deve cair.
O Brasil amadureceu com a dor. A mesa está vazia e a história ensina que todas as revoluções começaram pelo estômago.

