
Será que o jogo do Corinthians é um assunto de relevância nacional que justifique a decisão de dois ministros do Supremo, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, pegarem indevidamente um avião da FAB, para irem uniformizados de torcedores corintianos ver a final do campeonato paulista?
Um decreto de 2020 determina que o uso de aeronaves da FAB é vedado para uso de ministros interinos, quando não estão em atividades oficiais, podendo requisitá-las ainda o vice-presidente, os presidentes da câmara e do senado e do STF. E só!
A frota da FAB não é táxi para servir a integrantes do governo e das outras estruturas do poder em seus compromissos particulares. Moraes alegou problemas de segurança para vir a São Paulo assistir à partida. A verdade é que ele não tem coragem para enfrentar a reação do público nos aviões privados. Não há limites para a cara de pau.
Consta que um advogado já entrou com uma representação no MPF contra o ministro por improbidade administrativa. Não vai dar em nada, mas fica o registro de mais uma ilegalidade cometida por Moraes.
Em 2023, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, requisitou uma aeronave para participar de um leilão de cavalos no interior de São Paulo. O fato foi amplamente noticiado e revelou como os integrantes deste governo e aliados tratam a coisa pública. Sim, porque a frota de aeronaves a serviço da FAB pertence ao povo. Aliás, qualquer brasileiro pode pegar carona em voos pelo Brasil, desde que esteja inscrito no Correio Aéreo Nacional.
A farra com os aviões da FAB não é assunto novo. O PT fazia estardalhaço quando integrantes do governo FHC realizavam seus passeios. Porém, quando chegou a vez deles, a turba calou.
Durante o governo Dilma, a farra foi grande. Ministros abusaram do serviço para ir e voltar às suas localidades de origem nos finais de semana e em seus passeios. Os recordistas foram José Eduardo Cardozo e Alexandre Padilha. Até que a presidente resolveu por ordem na casa e cortar os excessos. Só um pouco.
Neste governo, a farra recomeçou. Flavio Dino, desde que era ministro da justiça, utilizava os jatinhos da FAB para ir para o Maranhão nos finais se semana. E pelo jeito continua, mesmo não tendo esse direito.
Fernando Haddad marca reuniões em São Paulo para justificar o uso de aeronaves. É uma festa.
É difícil saber o custo de operação nessas viagens, porque depende da aeronave e do trajeto. Os dados não são abertos. Mas não é pouco. Vale dizer que este governo já gastou 50% mais do que na gestão Bolsonaro.
O PT no poder sabe muito bem como gastar o que não é seu. Pagamos a conta para eles se divertirem. Sempre foi assim.

