20 de junho de 2026
Ligia Cruz

Au revoir Lula

Muitos questionaram nesta semana o que Lula foi fazer na reunião anual do G7, que congrega as maiores economias do mundo. A resposta é: ele foi convidado por Emmanuel Macron e, claro, levou a tiracolo sua doce Janja para passear em Évian-les-Bains.  A coitadinha só fica em casa e de vez em quando precisa passear na França e visitar sua amiga Brigitte Macron.

Consta que Lula teria pedido ao presidente francês para participar, a fim de ter encontros paralelos com  membros do G7 e, supostamente,  falar com Donald Trump sobre as tarifas e sua decisão de classificar as redes do narcotráfico brasileiro como organizações terroristas.

Mas Lula não foi o único convidado. Estiveram presentes também integrantes dos países árabes. É que a mídia brasileira e a própria comunicação do governo  propagandeia como se o convite fosse exclusivo.

O fato é que nesses encontros nenhum governante realiza acordos bilaterais ou parcerias, sem uma agenda específica e as áreas técnicas e diplomacias envolvidas. Agora, conversar, todo mundo conversa.

Então é óbvio que os presentes dedicaram-se a  ouvir o brasileiro, por educação e interesse. Em especial  a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi,  que estará presente na próxima reunião de cúpula do Mercosul,  em Assunção, no Paraguai,  em 30 de junho próximo e em um cenário bastante diferente.  O continente está banindo regimes de esquerda.

Lula saiu da França com uma sacola cheia de possibilidades de acordos bilaterais e um ego ainda mais inflado, por se considerar um grande negociador.  Mas todo mundo sabe que anúncio de intenção  não é acordo efetivo, nem promessa.

Aliás, o Mercosul só patina. Desde sua fundação os países membros sequer conseguiram aprovar uma política aduaneira e vivem se estranhando na competição por commodities para outros mercados.

Entre os membros do G7 presentes, todos conhecem a reputação de Luis Inácio, seu envolvimento com a corrupção e que o Brasil sob seu comando se transformou em um narcoestado. Então porque celebrar qualquer acordo com um governo que está chegando ao fim e cujo protagonista não goza de aprovação popular?

Até mesmo Volodimir Zelensky topou uma reunião à portas fechadas com Lula.  Talvez estivesse de bom humor devido aos ares franceses, porque em outra ocasião ele teria se irritado com o brasileiro, dada sua proximidade com Vladimir Putin.

Possivelmente dessa conversa é que surgiu a declaração de Lula de que ele “nunca foi esquerdista”. Ele era apenas um sindicalista que tinha “bom relacionamento” com as organizações trabalhistas  de outros países.

Em que outro contexto o fundador do Foro de São Paulo, junto com Fidel Castro e Hugo Chávez – comunistas raízes – teria se saído com essa novidade? Roubar o protagonismo de Trump, que tentou inúmeras vezes negociar a paz entre a Rússia e a Ucrânia, sem sucesso. Talvez. E todos conhecem a admiração que o americano tem pelo czar de Moscou.

Só que ele não combinou com o russo. E quando tentar fazê-lo não será ouvido porque Putin não quer paz, quer a Ucrânia e não obedece ordens.

Em conversas com a imprensa durante o G7,  Lula não poupou críticas ao Trump, relembrou a tal historinha da soberania e chamou o americano de “imperador”.

Do outro lado da cerca, Mr. Donald afirmou que o Brasil está se tornando um país perigoso,  que prende opositores do regime. Farpas trocadas e gargantas espetadas.

No discurso que fez aos presentes, leu direitinho o script até começar a improvisar e tentar convencer os presentes sobre os danos da IA, que vai causar desemprego. Criticou o neoliberalismo como um recado à Donald Trump, que estava diante de si, do outro lado de uma mesa oval. Nada de novo.

A situação ficou desagradável até começar um papo fora de contexto  sobre IA e ele ser retirado de cena por Emmanuel Macron. Saiu sob protesto, fazendo pirraça. Fiasco.

Acho que nem a Janja conseguiu amenizar desta vez. Nem vestindo Prada e usando Louboution dá para engolir a tamanha falta de classe do casal.

Óbvio que todos tentaram entender o que o idoso corrupto de fala desconexa estava fazendo ali. Inclusive Trump, que o ignorou solenemente, dispensando a ele apenas um cumprimento protocolar.

Ou seja, como narcisista e enganador eloquente, Lula retornou cheio de si, crendo-se  o estadista   que nunca será. Ele não pertence à categoria de grandes realizadores. Sua especialidade é outra.

Ou seja, essa participação no G7 foi inexpressiva para o país. Não resultou nada além dos custos, que todas as suas viagens com a consorte geram.

O francês não é amigo de Lula. Ele apenas tem muitos interesses no Brasil, sabe o quanto Lula é permissivo e vaidoso e o adula. Acima de tudo sabe que todo governo é passageiro e este está no fim. Vai estender o tapete para o próximo também,  sem ter que tolerar as breguices do casal do planalto de Brasília. Logo ele vai dizer: “Au revoir monsieur Lula da Silva.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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