11 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

A patriótica pacificação

Sir Winston Churchill, o saudoso estrategista e líder do governo inglês, legou um sábio ensinamento: “A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes”.

Não viveu na nossa aguerrida era em que os conflitos se intensificaram em 91 países.

Em 2022, o custo da violência mundial chegou a US$ 17,5 trilhões, 13% do PIB do planeta.

Há também conflitos internos entre os que comandam o Estado e os seus opositores.

São conflitos que se originam e se exacerbam por diversos fatores. A maioria são disputas pela conquista do poder ou pela perpetuação no comando da nação.

O Brasil mostrou, no desfile do 7 de setembro de 2024, as suas duas caras na representatividade da atual polarização e desunião na data de comemoração dos 202 anos de sua Independência, em 1822.

Em Brasília, ao se comparar o desfile deste ano com o dos anos anteriores, a realidade trouxe à tona a decepcionante ausência da população para comemorar a data histórica.

No palanque oficial, com picanha para as autoridades, o protocolo exigia prestar homenagem e solidariedade ao maior “vilão“ do país com sua repulsiva careca.

Em São Paulo, o Brasil mostrou a sua cara de esperança, reunindo uma multidão, que lotou toda a Avenida Paulista.

Aplaudiu os vigorosos discursos do seu prestigiado Governador, do ex-mandatário e do seu filho, em prol da pacificação nacional, com o fim das perseguições aos defensores da liberdade e com a esperada volta da ordem e progresso.

Que Deus proteja a esperançosa reconstrução do futuro do Brasil.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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