
Eis que recebo uma mensagem maravilhosa, dessas que quase nunca aparecem, dado que, hoje, o bizarro parece muito mais interessante do que belas mensagens que, entre outras coisas, também não costumam, como se dizia antigamente – e peço perdão por estar sempre voltando aos “antigamente”, mas é o que eu conheço bem – dar IBOPE (destrinchando, Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística que “funcionou até 2021”…
Na véspera, eu tinha visto uma reportagem de horror, sobre animais silvestres sendo vendidos numa feira livre em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Meliantes vendendo animais da nossa fauna como se se tratasse de um pé de alface, só que um tanto mais caro…
Saguis amarrados pela cintura ou pescoço, drogados por eles como se fossem bichinhos de pelúcia, cágados numa caixa de isopor imunda, um tucano de bico quebrado que, se não encontrar um dono com uma copiadora 3D irá morrer de fome, pois não consegue se alimentar como está (“tudo bem, os carinhas arrumam outro “sem defeito”), um sem número de passarinhos, papagaios, alguns já mortos de calor; uma verdadeira “feira de horrores”, com as autoridades flagradas bem ali do lado e sem fazer nada – “afinal eles voltam mesmo com mais “mercadoria”…
Enfim, nada de se estranhar, algo bem típico do “ser humano”, que não respeita os animais nem lhes concede a benesse de estar vivos! Não vêm neles seres que sentem fome, frio, medo, nem muito, especificamente, dor!
Jogam no lixo como se fossem meros objetos ornamentais, destinados apenas a “fazer dinheiro”!
Sou grata a meu pai por me ter, desde sempre, cercado dos mais diversos animais: quatis, porquinhos da índia, macacos, ratinhos brancos e cágados, porque acreditava que isso ajudaria a formar o meu caráter!
Tenho imenso amor pelos animais e admiro seu entendimento das coisas e sua profunda generosidade quando claramente lhes falhamos – isso não está nos nossos hábitos…
A crença “cristã” de que Deus teria criado o mundo para nos servir é uma das razões pelas quais eu desprezo e me mantenho desconectada de todas as religiões que, supostamente deveriam nos unir em torno de uma ideia de amor e, na verdade, é o assunto que mais nos divide e nos torna desumanos por tentar “humanizar” Deus…
Sabiamente, alguém disse que os animais são muito mais inteligentes do que os seres humanos, dado que jamais teriam um paspalho imbecil a liderá-los…
Nós, os “superiores”, a quem Deus teria criado à sua imagem e semelhança e toda a natureza para nos servir, não só aceitamos como escolhemos, através do voto consignado em urna – e lá vamos nós novamente exercer esse direito que, por aqui é uma “obrigação” – um energúmeno (ooooooppppppsssssss, um só não, vários, com currículo bem conhecido como tais), inclusive de partidos inteiros de “fiéis seguidores” – para nos “liderar e decidir o que é melhor para nós!
E essa é uma realidade que grassa no mundo todo; assim, temos o consolo de errar em companhia – e persistir no erro idem idem, para jamais nos sentirmos sós ou isolados!
Após essa longa digressão a respeito da profunda superioridade humana, retomo à mensagem que, de certa forma, me reconciliou com a humanidade – de alguns poucos – é preciso esclarecer – já que essa criatura iluminada, que imaginou os pássaros como se estivessem numa pauta musical, cada um deles representando uma nota, idealizou uma música lindíssima da natureza, composta pelas aves!
Essa criatura imaginativa e sensível tocou essa melodia no piano e teve a imensa felicidade de ver sua criação explodir mundo afora, obtendo mais de 700 mil (!!) compartilhamentos em apenas 19 dias!
E dizer-se que ele não é “influencer”, não estava vendendo nada e sequer estava pregando alguma coisa…
Que alegria verificar que uma ideia assim brilhante se expandiu e que, ainda, há pessoas que notam e vibram com o belo, com o inusitado – essa criação original certamente demonstra que a bondade e a beleza ainda têm eco em alguns corações – curta comigo a obra maravilhosa de Jarbas Agnelli, da AD Filmes!

