2 de agosto de 2026
Adriano de Aquino

Eu diria estar surpreso

Como os contribuintes e todo cidadão, do mais pobre ao mais rico, compulsoriamente taxados até na compra de um pão, porém não tenham poder para determinar salários dos servidores públicos, consultei a pirâmide hierárquica da aristocracia judicial para saber a quem o ministro deveria reivindicar melhoria salarial.

Como o STJ tem apenas 33 ministros suponho que uma manifestação pública ou uma passeata com esse número de participantes não empolgaria a maioria da população brasileira e nem seduziria os jornalistas.

Como o contribuinte não pia em nenhuma instância desta republica bananeira, sugiro que o ministro denuncie de oficio os responsáveis pela penúria dos membros desta corte.

As demandas salariais do Judiciário não dependem de um único órgão de Estado, mas sim de uma ação conjunta e de competência compartilhada entre os três Poderes da República.

Conforme o modelo de freios e contrapesos da Constituição Federal, o processo funciona de forma integrada na espoliação do cidadão.

O próprio Poder Judiciário possui autonomia administrativa e financeira. Cabem aos órgãos de cúpula a iniciativa de propor alterações ou recomposições nos salários.

Caso a própria corporação do ministro já tenha esgotado o estoque financeiro ele deve reivindicar a correção salarial ao STF que hoje julga casos de tumultos em supermercados, conflitos conjugais, brigas de transito, fofocasnews nas redes sociais etc e tal.

Caso sua reivindicação não seja atendida ele deverá recorrer a Central Sindical dos Tribunais Superiores e Tribunais de Justiça (TJs) que tem a missão de elaborar as propostas salariais para seus respectivos magistrados e servidores.

Espero ter contribuído.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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