23 de maio de 2022
Adriano de Aquino

A ONU e os militantes progressistas

Arquivo Google – Jornalistas Livres
Como sabemos, a ONU enaltece e os militantes progressistas invejam e  aplaudem a democracia cubana.
Para esses, Cuba  é um exemplo a ser  enaltecido e seguido.
Como a democracia cubana é em tudo diferente da ditadura em curso no Brasil, exponho aqui um episódio para que sirva de lição para os autoritários brasileiros.
Aqui, sob o tacão do ditador, os ativistas nativos desancam diariamente ameaças, publicam colunas diárias nos jornais denunciando o governo ‘nazi-fascista’, eleito pelo povo igualmente fascista.
Os mais destemidos assinam manifestos em apoio ao boicote dos países do G7 ao acordo da UE Mercosul, como denúncia global contra a ditadura em curso no Brasil. Como nada muda, é compreensível  que os ativistas brazucas se decepcionem.
Contarei aqui o que aconteceu na democracia cubana no fim da semana passada para que os brasileiros se inteirem de como deve proceder um governo democrático no trato amigável com os ativistas.
Take 1: Antes mesmo da delegada da  UE, Frederica Mogherini(foto), retocar a maquiagem e ajeitar  os cabelos para descer da aeronave, o  grande democrata, presidente de Cuba, ‘convidou’  dezenas de ativistas, sob gentil proteção das forças de segurança, a marcharem para uma confortável unidade prisional onde passaram um agradável fim de semana. Para não onerar o contribuinte, o presidente de Cuba cobrou dos hospedes ,os custos da hospedagem compulsória. O Brasil deveria aprender isso!
Na noite de segunda-feira, Katerine Mojena, esposa do jovem líder da União Patriótica de Cuba (Unpacu), Carlos Amel Oliva, revelou que seu marido e o líder da organização da oposição, José Daniel Ferrer, estavam confortavelmente instalados nas masmorras escuras da primeira Unidade policial de Santiago de Cuba.
Castristas ferrenhos e brasileiros em turismo no paraíso democrático caribenho, garantem que em Cuba se encontram os melhores ‘spas’ do mundo para quem curte a vida selvagem e brutal,com afagos e caricias noturnas dos sensuais carcereiros cubanos. Esses programas de vida selvagem e brutal, feitos por canais capitalistas, são fichinhas perto da experiência de uma noite numa masmorra medieval cubana.
Take 2:  “Sem banheiro e com as mesmas roupas de dois dias atrás. Com pouca e nojenta água e comida, os ativistas ficarão confinados na masmorra por cinco dias até que seja decidido se eles vão para a prisão ou não”, narrou Mojena em suas redes sociais.
A ativista, que em menos de quatro dias, viu como as autoridades convidaram gentilmente, por duas vezes, seu marido a desistir de rejeitar a posição da União Europeia em suas relações com Cuba, levou o democrata cubano a emitir mais convites especiais para ativistas se hospedarem nas masmorras do país.
A animação foi  tão grande que mais de 100 ativistas foram caminhando, acompanhados por grande contingente de seguranças do presidente cubano, rumo as prisões.
Ativistas menos famosos já foram libertados. Não sem antes pagarem multas de 500 a 1.500 CUP pela confortável hospedagem.
Enquanto a ditadura brasileira tratar os ativistas com desrespeito e crueldade extrema, eles partirão voluntariamente  para outros cantos do mundo, de preferência para a Europa, para denunciar os maus tratos que recebem do ditador brasileiro no poder.
Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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