
A verdade é que sem a bem sucedida “Operação sem desconto“ da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, que investigaram o esquema de descontos indevidos nos benefícios do INSS, jamais se saberia que 4,2 milhões de aposentados e pensionistas foram lesados por anos a fio por entidades associativas e 41 sindicatos conveniadas ao INSS.
Louvou-se a mídia por denunciar a nova roubalheira federal, que promete ser superior ao esquema de corrupção da Operação Lava Jato.
Para desespero do governo, comprovou-se que os descontos ilegais n INSS, descobertos pela Operação da PF-CGU se exacerbaram no período de 2023-2024.
O escândalo não impediu o Presidente da República de viajar para Moscou e China.
Só na volta da sua 167ª viagem de turismo internacional e face ao gigantesco clamor público, o Planalto se mobilizou contra a má gestão dos seus nomeados para comandar o INSS.
A oposição alardeou a negligência do governo de não apresentar um imediato plano de ressarcimento e requereu um pedido de criação da CPI Mista na Câmara, que foi subscrito por 41 senadores e 250 deputados.
O Presidente, vaiado no encontro com prefeitos, em Brasília, sabe que a CPI levará de vez a sua popularidade para o fundo do poço, ao se confirmar a omissão dos gestores nomeados pelo Planalto em dar um basta à sangria dos descontos ilegais no INSS, que no seu mandato saltaram de R$1,299 bilhões, em 2023, para R$2.637 bilhões, em 2024.
Porém, o que o deixa sem dormir é se a CPI confirmará o envolvimento do seu irmão mais velho, vulgo Frei Chico, na farra das fraudes no INSS, como atuante vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).
Indagamos, a exemplo da acadêmica Mirian Letão: ”Com tantas derrotas“, como o governo vai presidir a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30)?
Que Deus proteja o contribuinte que paga a conta dos escândalos de corrupção.

