12 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

O Oscar foi para…

Dia 2 de março de 2025, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Los Angeles, realizou a 97ª cerimônia anual, para premiar os profissionais da indústria do cinema.

Um Oscar foi para o Brasil.

Numa solenidade assistida por cerca de um1 bilhão de telespectadores, o Brasil ganhou a sua primeira estatueta da história na categoria de “Melhor filme internacional” com o festejado “Ainda Estou Aqui,” que narra o desaparecimento e morte de um ativista de esquerda.

Outro Oscar não foi para uma brasileira.

A votação dos mais de 10 mil membros da Academia não escolheu Fernanda Montenegro para o Oscar de “Melhor atriz” no premiado filme brasileiro, em que atuou.

Nos 4 meses anteriores à solenidade da Academia, ela promoveu ardorosamente o filme no Brasil e no mundo afora, divulgando a mensagem política do filme.

Na era Trump, a campanha do filme teceu loas ao governo Lula e depreciações ao seu antecessor e se contrapôs à mídia americana que noticiava os processos nos EEUU, envolvendo um ministro do STF brasileiro, assim como os relatos de familiares dos manifestantes do dia 8 de janeiro de 2023, presos e condenados, com abusivas penas de 17 anos de prisão, além da trágica morte de um condenado, após proibirem a sua hospitalização.

O filme virou uma plataforma petista para reverter a popularidade em queda do mandatário e abafar a crise de credibilidade do governo, comandado por um ex-presidiário, condenado por corrupção.

Foi uma cena grotesca, ver uma consagrada atriz, tão falante dos “milagres” da ditadura vermelha e tão omissa nas perseguições contra os defensores da verdadeira democracia, só ela apta a reerguer um Brasil, digno do seu povo.

A festa comemorativa começou, em Los Angeles, e continuará com Lula, recebendo no Planalto o premiado do Oscar, a atriz e toda a equipe do filme, não só para lastimar a injustiça, mas sobretudo para homenagear a petista, que tanto o ajuda a recuperar a sua popularidade, em frangalhos.

Que Deus proteja o Brasil das mentiras oficias que de tanto se repetirem, acabam virando verdades absolutas.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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