
Dia 20 de dezembro de 2023, às vésperas dos festejos natalinos, a Diretoria Executiva da Petrobras comunicou aos seus empregados na ativa e a todos os aposentados por carta, que teriam de “ajudar a pagar um rombo de 18 bilhões de uma subsidiaria” com a redução de 20% de seus salários, sem a data do “até quando” seriam descontados mensalmente.
Desde de 3 de outubro de 1953, data da criação da estatal, nenhuma Diretoria Executiva ousou penalizar o bolso dos seus competentes empregados, que se dedicaram, com responsabilidade e devoção, em construir a grandeza do símbolo nacional.
Não bastou a escandalosa corrupção do Petrolão, comandada por gestores, nomeados pelos mandatários petistas, que arrombaram os cofres da estatal, sem se intimidar em decretar a punição de redução dos salários, justo em plena escalda na atual conjuntura dos preços de bens e serviço no Brasil.
Onde estão os afamados influentes sindicatos dos petroleiros?
Tornaram-se náufragos à deriva, sem conseguir reverter a desesperadora situação funcional.
Já os apadrinhados palacianos que ocupam hoje os bem remunerados cargos de confiança da PETROBRAS, aguardam dia 20 de dezembro de 2024, para festejar os lucros exorbitantes e o “pagamento de R$ 20 bilhões em dividendos extraordinários da empresa”.
A União abocanhará 28,67% desse total. São bem-vindos R$ 5,734 bilhões para aliviar o descontrole das contas públicas, da galopante inflação e elevação dos juros e da alta do dólar.
Escolheram bem a data de 20 dezembro: completa um ano da odiosa punição petista dos empregados da empresa. Justo eles, que sempre trabalharam pelo bem e pelo futuro do Brasil.
Que Deus proteja os empregados da estatal, sob o céu estrelado da bandeira verde amarela, a sobreviverem do atual desastroso gerenciamento do Sistema Petrobras.

