18 de outubro de 2026
Adriano de Aquino

Em 1993 foi lançado o filme Filadélfia

A trilha sonora de Bruce Springsteen se tornou um réquiem que marcou dramaticamente o devastador estágio avançado da infecção pelo vírus HIV, que viria a ceifar a vida de mais de 32 milhões de pessoas em todo o mundo.

O clipe que ilustra esse post – uma versão estendida de um refrão comovente que superou preconceitos e despertou a solidariedade de milhões de indivíduos – voltou a circular nas redes, levantando questões sobre o abandono por parte dos artistas de temas humanitários cruciais.

A recente polarização, surgida com a viralização da política de gênero, ativismo climático, identitarismo e outros ganchos “woke”, colocou em segundo plano a comunhão social sobre temas que afetam a vida de milhões de pessoas, não apenas nos grandes centros urbanos .

Veio a Covid, ceifando a vida de milhões de pessoas.

A ‘mensagem’, predominante, veio então, não dos artistas, mas das organizações internacionais de forma tutelar, resultando em polarização e gerando divisões e mais insegurança.

Artistas e ‘gente sensível’ passaram a discriminar ferozmente quem se opunha às confusas determinações da organização mundial de saúde.

Em paralelo, a epidemia das drogas em larga escala avançou velozmente.

Zumbis se multiplicam e tomam as ruas de várias cidades da banda ocidental do mundo.

Todavia, as elites, artistas e intelectuais parecem insensíveis à mais grave e devastadora decadência das sociedades do Ocidente, dando prioridade a discursos divisionistas com epicentro nas universidades e centros culturais, mobilizados em prol das questões da Palestina.

Em tempos de polarização ideológica, creio com tristeza que esse réquiem do Bruce Springsteen, que tanto comoveu e amparou emocionalmente os enfermos e as vitimas da Aids, será a derradeira e bela mensagem humanitária em prol da união e da solidariedade aos desventurados.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.