
A trilha sonora de Bruce Springsteen se tornou um réquiem que marcou dramaticamente o devastador estágio avançado da infecção pelo vírus HIV, que viria a ceifar a vida de mais de 32 milhões de pessoas em todo o mundo.
O clipe que ilustra esse post – uma versão estendida de um refrão comovente que superou preconceitos e despertou a solidariedade de milhões de indivíduos – voltou a circular nas redes, levantando questões sobre o abandono por parte dos artistas de temas humanitários cruciais.
A recente polarização, surgida com a viralização da política de gênero, ativismo climático, identitarismo e outros ganchos “woke”, colocou em segundo plano a comunhão social sobre temas que afetam a vida de milhões de pessoas, não apenas nos grandes centros urbanos .
Veio a Covid, ceifando a vida de milhões de pessoas.
A ‘mensagem’, predominante, veio então, não dos artistas, mas das organizações internacionais de forma tutelar, resultando em polarização e gerando divisões e mais insegurança.
Artistas e ‘gente sensível’ passaram a discriminar ferozmente quem se opunha às confusas determinações da organização mundial de saúde.
Em paralelo, a epidemia das drogas em larga escala avançou velozmente.
Zumbis se multiplicam e tomam as ruas de várias cidades da banda ocidental do mundo.
Todavia, as elites, artistas e intelectuais parecem insensíveis à mais grave e devastadora decadência das sociedades do Ocidente, dando prioridade a discursos divisionistas com epicentro nas universidades e centros culturais, mobilizados em prol das questões da Palestina.
Em tempos de polarização ideológica, creio com tristeza que esse réquiem do Bruce Springsteen, que tanto comoveu e amparou emocionalmente os enfermos e as vitimas da Aids, será a derradeira e bela mensagem humanitária em prol da união e da solidariedade aos desventurados.

