3 de novembro de 2026
Adriano de Aquino

André Lajst

Hoje, na sua TL, cientista político, Presidente Executivo da Stand With Us Brasil e influente comentarista sobre complexo processo de paz palestino israelense André Lajst, comentou a prisão de Jafar Panahi, talentoso e consagrado diretor de cinema iraniano.

Ainda que Lajst não tenha comentado nesse post os possíveis desdobramentos regionais do impacto que o terror do Estado exerce sobre a juventude, a cultura e a vida dos habitantes nas áreas sob tutela econômica/ideológica da ditadura iraniana sobre os povos do Oriente Médio, minha reflexão converge para esse contexto.

Desde o despertar dos levantes populares contra o regime iraniano, as noticias que vieram a público, através de denuncias de organizações internacionais de direitos humanos (incluindo agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Anistia Internacional), o que vem à tona é uma parte da tragédia.

Só os informes que vazam o monitoramento repressivo e chegam até nós, dão conta de milhares de pessoas comuns sem grande visibilidade na mídia ocidental foram eliminadas brutalmente- atletas, músicos, estudantes e toda classe de pessoas que sequer sabemos o nome, em grande parte jovens, que saíram às ruas para exigir liberdade.

Essas sofridas vitimas anônimas, submetidas tortura e violência extrema, ‘incluindo crianças e adolescentes a partir de 12 anos de idade’ (Anistia Internacional), são submetidos a espancamentos brutais, choques elétricos e graves episódios de violência sexual por forças paramilitares e agências de inteligência do regime. A Iran Human Rights (IHR), estima em milhares o número de manifestantes civis mortos pelas forças estatais em repressões militarizadas.

A descrição acima é um sumário impreciso da extensão do terror.

Os trágicos episódios me levam a refletir sobre a extensão subterrânea do ‘fenômeno terrorista’ que tomou mentes e corações de indivíduos e coletivos culturais originários ou migrantes, que vivem nas nações livres do Ocidente.

O apoio ostensivo às causas hipoteticamente soberanas como o Hamas/Hezbollah (braços do terror iraniano) e a omissão deliberada desses contingentes ocidentais diante da extrema violência do estado, revela um psiquismo social tenebroso. Penso eu.

O que levou Jafar Panahi, celebridade artística internacional, a se posicionar em defesa do direito e da liberdade do seu povo a ponto de se tornar mártir, sujeito a toda forma de violência?

Caso Jafar estime que seu sacrifico pessoal desperte a consciência de indivíduos, artistas, intelectuais e entidades ‘cults’ do Ocidente e resulte em reviravolta radical do apoio ao histriônico e cruel ativismo ocidental ‘Free Palestine’, eu torço, apesar de não compartilhar nenhuma esperança, que seu sacrifício resulte em um vibrante ‘despertar’.

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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