
Hoje, na sua TL, cientista político, Presidente Executivo da Stand With Us Brasil e influente comentarista sobre complexo processo de paz palestino israelense André Lajst, comentou a prisão de Jafar Panahi, talentoso e consagrado diretor de cinema iraniano.
Ainda que Lajst não tenha comentado nesse post os possíveis desdobramentos regionais do impacto que o terror do Estado exerce sobre a juventude, a cultura e a vida dos habitantes nas áreas sob tutela econômica/ideológica da ditadura iraniana sobre os povos do Oriente Médio, minha reflexão converge para esse contexto.
Desde o despertar dos levantes populares contra o regime iraniano, as noticias que vieram a público, através de denuncias de organizações internacionais de direitos humanos (incluindo agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Anistia Internacional), o que vem à tona é uma parte da tragédia.
Só os informes que vazam o monitoramento repressivo e chegam até nós, dão conta de milhares de pessoas comuns sem grande visibilidade na mídia ocidental foram eliminadas brutalmente- atletas, músicos, estudantes e toda classe de pessoas que sequer sabemos o nome, em grande parte jovens, que saíram às ruas para exigir liberdade.
Essas sofridas vitimas anônimas, submetidas tortura e violência extrema, ‘incluindo crianças e adolescentes a partir de 12 anos de idade’ (Anistia Internacional), são submetidos a espancamentos brutais, choques elétricos e graves episódios de violência sexual por forças paramilitares e agências de inteligência do regime. A Iran Human Rights (IHR), estima em milhares o número de manifestantes civis mortos pelas forças estatais em repressões militarizadas.
A descrição acima é um sumário impreciso da extensão do terror.
Os trágicos episódios me levam a refletir sobre a extensão subterrânea do ‘fenômeno terrorista’ que tomou mentes e corações de indivíduos e coletivos culturais originários ou migrantes, que vivem nas nações livres do Ocidente.
O apoio ostensivo às causas hipoteticamente soberanas como o Hamas/Hezbollah (braços do terror iraniano) e a omissão deliberada desses contingentes ocidentais diante da extrema violência do estado, revela um psiquismo social tenebroso. Penso eu.
O que levou Jafar Panahi, celebridade artística internacional, a se posicionar em defesa do direito e da liberdade do seu povo a ponto de se tornar mártir, sujeito a toda forma de violência?
Caso Jafar estime que seu sacrifico pessoal desperte a consciência de indivíduos, artistas, intelectuais e entidades ‘cults’ do Ocidente e resulte em reviravolta radical do apoio ao histriônico e cruel ativismo ocidental ‘Free Palestine’, eu torço, apesar de não compartilhar nenhuma esperança, que seu sacrifício resulte em um vibrante ‘despertar’.

