
Enquanto o país se mobiliza para socorrer os necessitados da tragédia histórica das gigantescas enchentes generalizadas na Capital e nos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul, Brasília esteve ocupadíssima com a regulamentação das Blusinhas e das Saidinhas.
É até justificável que o Presidente da República, um ex-condenado por corrupção ativa e passiva, solto sob as benções das Supremas Santidades da Justiça, esteja empenhado em favorecer as saidinhas da prisão, conquanto a inspiração para o nostálgico gesto humanitário de regulamentar as saidinhas se respalda no seu exemplo de bem-sucedido ex-encarcerado.
Sob a égide da ressocialização, uma vez solto da prisão, candidatou-se para o mais alto cargo da República e vitorioso nas eleições, nada mais justo do que glorificar a bendita saidinha.
Hoje, pode mandar ditatorialmente no país, em vergonhosa afronta à democracia brasileira.
O Legislativo deixou de lado pautas importantes para criar e regulamentar a “Taxa das Blusinhas”, como apelidaram o novo imposto das “compras feitas por sites internacionais”.
O Presidente, no início, era contra com medo de baixar mais ainda os 50% da sua popularidade, mas depois apoiou o omisso combate à sonegação fiscal nas competitivas compras internacionais de “até US$ 50”, em atraentes ofertas no comércio eletrônico.
O Congresso Nacional em suas funções legislativas prestou um grande serviço, restringindo as “saidinhas” temporárias da prisão, derrotando o projeto de estimação do Mandatário, que pretendia ampliar as possibilidades das saídas prisionais numa falsa maior reinserção social do apenado.
Com a sua vexatória derrota no Congresso, a mídia passou a noticiar a sua desastrosa gestão, que contabilizou um déficit público de R$ 230,5 bilhões, em 2023, o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997, além do declarado rombo estratosférico de R$ 14,5 bilhões nas contas públicas, quando se previa apenas R$ 9,3 bilhões.
Mas, o pior de tudo, são as visitas do Presidente com sua corte em auditórios televisivos para usar e veicular a tragédia do RS, como plataforma para as próximas eleições, haja visto demagógica criação do “ministério de crise” ou “Ministério da Reconstrução do RS”, de braços cruzados.
Que Deus proteja o RS e o Brasil da maldição da demagogia do Planalto.


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