
Quem poderia imaginar que partindo de um mangá japonês, que deu origem a uma das mais divertidas séries de televisão, Gotas Divinas, chegaríamos na colonia de São Caetano, no interior de Garibaldi, onde reside esta simpática figura de sorriso largo, o vinhateiro Acir Boroto.
Tudo por conta da pouco conhecida castas Herbemont, e de uma informação passada pelo leitor Edson Vicentim, que provou um espumante orgânico, desta uva, elaborado pelo Boroto.
Ficamos curiosos e fomos em busca desta história, que bem poderia gerar outro mangá.
Sua propriedade tem 6 hectares com 10 variedades de uvas, algumas centenárias como a Isabel. Além de vinhos, Boroto produz sucos de uva e charcutaria artesanal, com animais próprios.
A vinificação é 100% orgânica e certificada. Isto significa que, além do manejo dos vinhedos, onde apenas os produtos permitidos são utilizados, na hora da fermentação, nada de leveduras especiais. Só utiliza o que é nativo.
Também não utiliza conservantes como o SO₂. Tudo é natural.
O pioneiro Espumante Orgânico Nature Rosé Isabel Centenária, elaborado pelo método Champenoise e certificado como 100% orgânico, saiu de sua cantina. Ganhou um prêmio de Inovação com esse produto!
Boroto vive na casa onde nasceu. Sua filosofia de vida e trabalho é simples e direta. Por exemplo, ele tem como lema vinificar da melhor maneira possível o que a terra dá, da maneira mais espontânea: se é mais simples cultivar uma Isabel orgânica, não vou brigar para produzir Gamay. Vou fazer um bom vinho de uva Isabel.
Outro espumante, o qual foi o motivo desta coluna, é o Nature Borgonha Rosé Sur lie, elaborado com a casta Herbemont pelo método Champenoise.

Reparem no curioso método de identificação das garrafas.
Esta é outra divertida história. Boroto foi convidado para participar da Feira Natureba, em São Paulo. Como os rótulos não ficaram prontos, ele levou as suas garrafas sem nenhuma identificação. Lá chegando, a idealizadora da feira, Lis Cereja, arranjou uma caneta marcadora e deu nome a todas elas.
Assim nasceu o que hoje é a identificação dos vinhos desta “famiglia”. Em breve, os novos rótulos impressos vão manter este diferente visual.
Outra curiosidade vem de alguns nomes que batizam seus vinhos. A colônia onde vive é composta por 17 famílias, cujas origens remontam aos imigrantes que vieram da região do Veneto, norte da Itália. Lá ainda falavam um dialeto, o “talian”, que está preservado aqui no sul do nosso país.
Na colônia, todos falam, adultos e crianças, preservando mais uma das boas tradições que vieram do seu país de origem.
Não se espantem com nomes como “strucon”, que significa “um forte abraço”, ou “cosa fara”, significando “o que será”.
Por lá ainda tem muito mais coisas: Graspa, Limoncello e Bergoncello.
Para comprar os vinhos da Famiglia Boroto ou marcar uma visita, entrem em contato, por WhatsApp, com a Lari, um doce de pessoa.
WhatsApp: +55 54 9943-1285
Saúde e “cin cin”!
CRÉDITOS: imagem obtida no site Naturebas

