23 de julho de 2026
Vinhos

Você sabe degustar um vinho?

Para começar, nada de piadinhas, por favor.

Algum leitor certamente vai lembrar que “basta sacar a rolha, servir na taça e beber. Não precisa de instruções”.

Correto.

Mas até isto já está desatualizado. Tampas de rosca já são uma realidade, e para quem prefere a cortiça, um acessório de alta tecnologia, o Coravin, já permite servir o vinho sem sacar a rolha.

Notícias recentes sobre o mercado mundial do vinho nos dão conta de que o perfil do brasileiro consumidor desta bebida está mudando. Os vinhos de entrada deixaram de ser os mais vendidos, cedendo espaço para vinhos mais caros e de maior qualidade.

E isto muda tudo.

A primeira constatação é que o vinho deixa de ser mais uma bebida, entrando na categoria de uma experiência, com direito a todos os corolários possíveis.

Mas, para viver isto tudo, é preciso ter alguma bagagem.

Tomando emprestado uma máxima dos produtores de vinho, a que afirma que “o bom vinho começa no vinhedo”, de forma análoga, esta boa experiência de degustar um vinho superior começa no momento de sua compra.

Agora, boas referências são necessárias. Tenham lojas de sua confiança, físicas ou online, um amigo que possa lhes aconselhar, tal e qual um “Guru”, ou mesmo aprender com alguns influenciadores nas redes sociais.

Mas cuidado com esta última sugestão. Nem todos que se dispõem a falar de vinhos trazem conteúdos de qualidade.

A próxima etapa desta aventura é o momento em que a preciosa compra vai ser degustada. Vários fatores podem influenciar o resultado. Aqui estão alguns deles:

1 – As taças devem ser de boa qualidade e estar imaculadamente limpas. Nada de resíduos visíveis ou aromas do armário onde foram guardadas.

Não precisam ser 100% cristal, caríssimas. Nem vamos utilizar o velho copo americano.

Para vinhos brancos ou espumantes, as taças podem ser geladas previamente numa geladeira ou, de forma mais simples, girando uma pedrinha de gelo dentro delas antes de servir o vinho;

2 – Tenha bons acessórios para evitar algum contratempo. Saca-rolhas de qualidade, decantadores ou aeradores e até os pouco charmosos corta-pingos. Panos de serviço limpos e ao alcance da mão para qualquer emergência;

3 – Jarras com água e copos devem estar sempre por perto;

4 – O local e a companhia devem ser selecionados com carinho. O ambiente deve ser confortável, com temperatura e iluminação adequada e um baixo nível de ruído.

A presença de pessoas interessantes e que possam conversar sobre diversos assuntos, inclusive os vinhos, aumenta exponencialmente o prazer deste encontro;

5 – Bons vinhos são ótimos companheiros para grandes petiscos ou, se for o caso, grandes refeições.

A escolha será de cada um. Mas quem resiste a belas tábuas de queijos e frios, pães e torradas fresquinhas, frutas e geleias para fazer um contraste?

Embora não seja um guia de instruções, estas ideias listadas acima são uma bela fundação para maiores empreendimentos.

Cada um dos leitores vai achar o seu próprio caminho, em determinado momento. E é isto que desejamos.

Este é um vasto universo, em contínua expansão.

Saúde e cada vez mais e melhores vinhos!

CRÉDITOS: Imagem por Pikisuperstar no Magnific

Tuty

Engenheiro, Sommelier, Barista e Queijeiro. Atualiza seus conhecimentos nos principais polos produtores do mundo. Organiza cursos, oficinas, palestras, cartas de vinho além de almoços ou jantares harmonizados.

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Engenheiro, Sommelier, Barista e Queijeiro. Atualiza seus conhecimentos nos principais polos produtores do mundo. Organiza cursos, oficinas, palestras, cartas de vinho além de almoços ou jantares harmonizados.

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