
A Direita está em transe.
Moraes fez o trabalho sujo para o Sistema e acertou o alvo ao jogar para escanteio seu líder máximo – ao menos até as eleições de Outubro, segundo ele mesmo – criando um clima patético de disputas políticas internas, onde todos gritam e ninguém tem razão.
Quem perde é o eleitor, a quem a única coisa que interessa é desovar a esquerda do poder de uma vez por todas, se possível, estancando essa marcha rumo ao caos econômico para o qual estamos nos encaminhando.
Michele, a mulher do líder, aquela que habita e dorme ao lado do Bolsonaro, deixou mais de um eleitor de Direita estupefato com sua atitude até agora não completamente esclarecida, que foi a divulgação de um vídeo em que se derrama em lamentos, alegando ter sido “maltratada” ao telefone pelo filho de Bolsonaro, indicado justamente por ele, Bolsonaro, a ser o candidato à eleição presidencial que ocorrerá em outubro deste ano.
Oras, se Flávio, o indicado pelo pai, o visita regularmente na mesma residência em que sua acusadora também reside, por qual motivo essa desavença não foi resolvida com uma simples conversa tête-à-tête, colocando tudo em pratos limpos, sem a necessidade do vídeo constrangedor, que causou divisão na Direita e deboche por parte da esquerda?
Qual a necessidade de uma vitimização desnecessária em tempos em que as mulheres já alcançaram o topo da pirâmide social e econômica, tendo ela mesmo ocupado lugar de projeção nacional na função de primeira dama do país e de presidente do PL mulher?
Que coitadismo oportunista é esse fora de hora, que me remete à Freud e sua pergunta até agora sem resposta:
“O que querem, afinal, as mulheres”?
Se já não bastasse esse episódio mais do que inoportuno a três meses da eleição presidencial, eis que surge agora um novo diz-que-me-disse, envolvendo agora a figura de Paulo Figueiredo, jornalista que teve seu passaporte cassado e contas bancárias bloqueadas por Moraes e reside atualmente nos EUA, e que veio a público dizer que as mulheres votam mal.
Pronto.
As portas do inferno, ainda não totalmente fechadas, reabriram-se novamente, e sua fala foi considerada inconsequente, e que “fere de morte” as melindradas mulheres, que não suportam críticas e em tudo e todos veem ataques à sua condição de “mulher”, que segundo elas, não admite contraponto, preferindo a condição de eternas vítimas.
Eu entendo o que Paulo Figueiredo quis dizer, como demonstram os números da figura mostrada nesta postagem, que é a preferência da maioria das eleitoras femininas por Lula, que recebe maior votação em todos os Estados brasileiros, com exceção de apenas três deles, sendo as mulheres em número maior de eleitoras, e sendo as mulheres possuidoras de mais diplomas de nível superior.
Preferem Lula.
Figueiredo pode não ser suave em sua fala, mas mentindo não está.
Como dizia Roger Scruton: “Nós, os conservadores, somos chatos, mas estamos certos”.
Sou mulher, mas isso não me obriga a compactuar com tudo o que venha delas pelo único fato de que são mulheres.
Não querem ser tratadas como iguais?
Aguentem-se.
Esse melindre todo em momentos chave, usando o fato de serem “mulheres” como chantagem emocional na guerra ridícula dos gêneros é deveras irritante.
Sobretudo, não me confundam com essa gente.

