Adoro Zurique!

Quando a gente fala de Suíça, logo vem à cabeça imagens de montanhas espetaculares, lagos maravilhosos, e cidades encantadoras como Lucerna, Berna e Interlaken, para citar apenas algumas. Zurique acabou ficando conhecida como centro financeiro e das grifes sofisticadas de roupas e relógios. Até pode ser, mas Zurique é muito mais do que isso. Vamos dar um passeio por ela?

Lago Zurique com o imponente The Dolder Grand Hotel ao fundo, na mata. (Fonte: Mônica Sayão)

Zurique é a maior cidade da Suíça, com 400 mil habitantes. Não é a capital política, que é Berna, mas certamente é a mais importante cidade do país. Fala-se alemão em Zurique, que é um dos quatro idiomas falados na Suíça. Como é mostrado no mapa abaixo, o alemão é o idioma predominante. O inglês até pode ser falado, mas não por todos.

O idioma alemão é o mais falado da Suíça, por cerca de 70% da população.  (Fonte: miglioriviaggi.com.br)

A cidade é cosmopolita mas não perdeu seu jeito de cidade pequena. Percebe-se que é uma cidade elegante mas seus habitantes não são presunçosos. Trocam seus impecáveis ternos e vestidos de trabalho por roupas esportivas para curtir o lago, por exemplo.

Zurique é muito fácil de ser percorrida já que tem o Rio Limmat e o Lago Zurique como referências. E pode ser feita toda a pé se você for um bom andarilho. Mas se bater um cansaço existe o “tram”, sistema excelente de trens elétricos que percorrem toda a cidade.

De uma maneira bem sucinta posso dizer que há dois focos de atrativos em Zurique: a cidade antiga ao longo das margens do Rio Limmat, e o Lago Zurique. Sem contar é claro a famosa Bahnhofstrasse, que liga a Estação de Trem Central (Hauptbahnhof) até ao lago. É nessa rua que está a maioria das lojas chiques e os bancos. Mas ela “encosta” na parte antiga, então praticamente faz parte dela.

Além disso sugiro visita ao bairro Zurich West, transformado de região industrial em bairro mais descolado da cidade nesses últimos tempos. É um bairro alternativo, com muitas lojas-conceito, muita arte contemporânea e também muitos grafites. Sem contar os vários restaurantes e novos hotéis estilosos.

O QUE FAZER:

1 – A cidade antiga:

O Rio Limmat é, na verdade, o principal eixo da cidade. A parte antiga de Zurique se desenvolve ao longo dele. Na margem leste do rio encontra-se a Rathaus (prefeitura), com sua bela fachada renascentista.

A Rathaus com sua fachada renascentista. (Fonte: commons.wikimedia.org)

Próximo da Rathaus temos a Grossmünster, a catedral românica construída no século XII, com suas duas torres gêmeas e um dos símbolos da cidade. É possível subir em uma de suas torres e de lá ter uma vista incrível da cidade. Mas são uns 200 degraus sem elevador!

A Grossmünster, com suas torres simétricas, é um dos símbolos de Zurique. No seu interior, há lindos vitrais do artista suíço Giacometti.
(Fonte: Mônica Sayão)

Logo ao lado da Grossmünster, na Zwingliplatz, começa o eixo Münstergasse/Niederdorfstrasse, que são duas ruas que se complementam e onde há muitos restaurantes e cafés. É um local bem badalado na cidade.

Um dos vários restaurantes da Münstergasse/Niederdtrasse. (Fonte: Mônica Sayão)
Largo numa transversal da Münstergasse. O maior charme!  (Fonte: Mônica Sayão)
Ao lado do largo da imagem anterior, descobri um recanto residencial muito simpático. (Fonte: Mônica Sayão)

Na margem oeste do Rio Limmat há ainda mais atrativos para se conhecer. Vou começar pela Fraumünster, que é outro marco na cidade, com sua torre pontiaguda na cor verde. Localizada bem na margem do rio, foi erguida sobre uma antiga abadia beneditina. A igreja tem lindos vitrais em seu coro, do russo Marc Chagall, executados em 1970.

Para concluir o assunto igrejas, falta mencionar a St. Peterskirche, próxima da Fraumünster. Ela é considerada a mais antiga da cidade e possui o maior relógio de torre da Europa, com cerca de 9 metros de diâmetro.

Na margem oeste do Rio Limmat temos a Fraumünster (com torre verde ao fundo)  e a St. Peterkirche (ao centro). (Fonte: Mônica Sayão)
A St. Peterkirche (Igreja de São Pedro) está localizada numa pracinha bucólica. Assisti a um concerto de música clássica lá que foi sensacional.
(Fonte: Mônica Sayão)
Detalhe do relógio da torre da St. Peterkirche, com 9 metros de diâmetro – o maior da Europa. (Fonte: Mônica Sayão)
A pracinha (ou seria um largo?) em frente à St. Peterkirche. (Fonte: Mônica Sayão)

Ainda na margem oeste do Rio Limmat tenho que destacar o Lindenhof, que é um parque municipal sobre uma pequena colina bem ao lado do rio. O lugar é lindo pela vista esplêndida que proporciona e pela sensação de estarmos numa cidadezinha de interior. Imperdível!

A vegetação espessa e a muralha fazem arte do Lindenhof. É um dos meus lugares favoritos de Zurique. (Fonte: Mônica Sayão)
Chegando ao Lindenhof: a muralha está ao fundo: de lá há lindas vistas da cidade. (Fonte: Mônica Sayão)
Vista a partir do Lindenhof. O rio desemboca no Lago Zurique mais à direita.  (Fonte: Mônica Sayão)
Em Lindenhof, ainda olhando para a margem leste do rio. (Fonte: Mônica Sayão)
Jogo de gamão em Lindenhof, num dia de semana. Adorei! (Fonte: Mônica Sayão)
Ao sair de Lindenhof a dica é andar e descobrir ruazinhas lindas. (Fonte: Mônica Sayão)
E logo a gente se depara com a Augustinergasse, com suas casas coloridas e muitas bandeiras.
O trecho mais bonito é o da foto, entre a Münzplatz e a Bahnhofstrasse.
É o trecho para observar com atenção as lindas fachadas da Augustinergasse.  (Fonte: Mônica Sayão)
E, de repente, a Augustinergasse acaba na Bahnhofstrasse, a rua mais cosmopolita de Zurique! Próxima foto… (Fonte: Mônica Sayão)
Quase me sinto em NYC ao chegar na Bahnhofstrasse, depois de percorrer a parte antiga de Zurique. (Fonte: Mônica Sayão)

Brincadeiras à parte, a Bahnhofstrasse é bem bacana. Como disse antes, ela começa em frente à estação de trem (que é a maior da Suíça) e termina no lago.

E aí volto a ser feliz: chego ao Lago Zurique!

2 – O lago:

Se o dia for de sol, aí é que vou correndo para lá. É lindo, é rodeado por áreas verdes, é seguro e limpíssimo. Gosto muito de passear por lá, curtir a natureza e observar como os locais vivem e se divertem.

Vista a partir da margem oeste do lago. Ao fundo, no alto da mata, o icônico The Dolder Grand, um dos melhores hotéis da cidade.
(Fonte: Mônica Sayão)
A margem oeste do lago é a mais especial em termos de jardins. (fonte: Mônica Sayão)
Jardins impecáveis junto ao lago. (Fonte: Mônica Sayão)
Há passeios de barco pelo lago. Os barcos são super confortáveis. Dois deles estão na imagem acima. (Fonte: Mônica Sayão)
Visão idealizada: um barquinho e uma casa na encosta com vista para o lago. Quem quer? (Fonte: Mônica Sayão)
Final da tarde na margem leste do Lago Zurique no verão. (Fonte: Mônica Sayão)
Hora dos cisnes/gansos (quem me ajuda?) descansarem. (Fonte: Mônica Sayão)
A Ópera de Zurique também fica bem próxima do lago. É um programão! (Fonte: Mônica Sayão)

O leitor deve ter percebido como gosto de Zurique. E nem falei dos hotéis que recomendaria, nem dos restaurantes, muito menos dos chocolates e casas de chá.

Só posso reiterar que vale a pena passar uns 2 a 3 dias na cidade, ainda mais que o aeroporto de Zurique é a porta de entrada principal para quem voa do Brasil.

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4 Comentários

  • Avatar
    Leila M P Vieira , 5 de dezembro de 2020 @ 11:07

    Zurique, cidade bastante cosmopolita, não é nem de longe a mais bela da Suíça, mas tem seus encantos, principalmente para mim que tenho origens por parte de pai por esta região.
    Fotos de Mônica, como sempre maravilhosas.
    Texto que nos faz recordar um belo passeio.

  • Mônica Sayão
    Mônica Sayão , 5 de dezembro de 2020 @ 13:48

    Leila querida,

    Fizemos mesmo uma ótima viagem que incluiu Zurique. Pena que choveu muito em Lucerna, lembra?

    Obrigada pelo carinho de sempre!

    Bjs
    Mônica

  • Avatar
    Edwiges chiapetta Azevedo , 6 de dezembro de 2020 @ 19:22

    Muito lindo, Monica! 💖

  • Mônica Sayão
    Mônica Sayão , 7 de dezembro de 2020 @ 23:02

    Edwiges querida!

    A Suiça é um país maravilhoso!
    Muito obrigada!

    Bjs
    Mônica

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