Em uma década, Camaro vendeu 6,5 mil unidades no Brasil

Chevrolet Camaro SS 2021 | divulgação

Um dos maiores sonhos profissionais de quem trabalha com vendas é conquistar e dominar um determinado nicho de mercado, conseguindo manter ali um público fiel que justifique – e, claro, remunere – a produção e a comercialização de seu produto. O papinho econômico dessas primeiras linhas aí está para introduzir a comemoração de 10 anos de importação oficial do Chevrolet Camaro para o Brasil, completados na semana passada. Nesse tempo, nada menos que 6,5 mil unidades do esportivo foram emplacadas em nosso país. Nada mal para um modelo que, hoje, custa a partir de R$ 377.900 em sua versão SS fechada (a conversível sai por R$ 422.900).

Enfeito este post com as diferentes “safras” do carro que foram trazidas para nosso país durante esse período.

Chevrolet Camaro SS 2010 | divulgação

E qual seriam os motivos para que, aqui no Brasil o Camaro ser o que poderíamos chamar de carro para poucos que vende muito? Em seus primeiros anos por aqui, com o dólar cotado a pouco mais de R$ 2, ele era, fácil, fácil, o pacote que contendo um motor com mais litros, cavalos de potência e quilogramas-força de torque mais barato que se podia comprar. Em sua versão SS, vendida aqui, ele vem com um V8 de 6.2 litros, que gera 461cv e 62,9 kgfm.


Chevrolet Camaro SS 2014 | divulgação

Além disso, diferentemente de seus antepassados dos anos 1960 e 70, é um carro até dócil de se conduzir, quer dizer, fácil de dirigir – desde que se mantenha o bom senso e o pé direito comportado. Grande, com uma beleza tipo timidez-zero e confortável (para duas pessoas), ele é perfeitamente “usável” no dia a dia e, de quebra, pode fazer bonito num track day (aqueles dias em que as pistas de autódromos são abertas para amadores acelerarem seus carros, de todos os tipos).

Chevrolet Camaro SS 2016 | divulgação

Daí que, se no começo teve gente que torcia o nariz para ele, preconceituosamente etiquetando-o como “carro de jogador de futebol” ou de “cantor sertanejo” (e, para isso, um sucesso chamado Camaro Amarelo contribuiu bastante), hoje, seu status é outro – ou, pelo menos, é mais abrangente.

Tive a oportunidade de testar alguns Camaros ao longo dessa década, aqui e nos EUA, conversíveis e fechados, nas ruas e até num autódromo. Difícil alguém que goste de carros e de dirigir que se sente ao volante de um deles, dê umas voltas e não saia sorrindo. Isso porque ele combina doses generosas do que se convencionou a chamar de “muscle cars” (carros superpotentes tipicamente norte-americanos) com outras de modernidade.

Chevrolet Camaro SS 2018 | divulgação

O resultado são quase todas as boas sensações que aqueles tradicionais carrões da América proporcionam, sem a parte desagradável que seu pacote costumava trazer. Resumindo ao básico: dá para andar rápido nas retas sem ter de rezar antes de cada curva.

Se eu teria um carro desses na minha garagem? Falo justamente disso no último dos vídeos que gravei com um deles faz um tempo, e que você pode assistir a seguir.

Na linha 2021, que começou a chegar ao Brasil em outubro, a Chevrolet fez algumas atualizações no design da parte dianteira e embarcou novas tecnologias de conectividade, como o sistema de Wi-Fi que oferece em outros modelos de sua linha. O motor continua sendo o já mencionado V8 aspirado, acoplado a uma transmissão automática (e bem ágil) de 10 velocidades, que tem uma útil (em pistas de corrida) função de largada (launch control). Para os autódromos, aliás, há um modo específico de condução que pode ser selecionado no console e que apimenta os “parâmetros de performance do carro”.

Com pandemia, crise econômica e tudo, segundo a Chevrolet, metade do lote do modelo 2021 destinada ao Brasil já está reservada por compradores.

Chevrolet Camaro SS 2021 | divulgação

Fonte: Blog Rebimboca

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