20 de julho de 2024
Adriano de Aquino Colunistas

O apogeu do estafeta

De mensageiro, que levou às presas um celular ao aeroporto para Dilma,então presidente, falar com Lula – sobre a oportuna cobertura institucional de um cargo de ministro de governo para se proteger da Lava-jato, agora, na fase 3. Bessias, ascendeu à categoria de ‘chefinho da AGU’.

Bessias é um clone de terceira geração do Toffoli. O PT tem um laboratório de replicantes serviçais.

Todos programados com a lógica binária “missão dada, missão cumprida”.

Essa semana, o oficial de comunicação do governo Paulo Pimenta, ligou seus três neurônios e enviou para o Bessias a missão de provocar o STF com a intimação à três jornalistas (dois brasileiros e um americano), acusados de vazar ‘documentos sigilosos da justiça brasileira’.

De fato, quem abriu os documentos sigilosos, oportunamente nomeados ‘oficios’- para as reportagens investigativas, foi o dono da plataforma digital a quem os ‘oficios’ eram direcionados.

Ora, o empresario americano, dono da plataforma, xingado pelos ‘cabeças falantes’ do consórcio de mídia de “menino rico e mimado/bilionário de extrema direita que atacou a soberania nacional” e outras ofensas à sua grande riqueza, foi quem disponibilizou os oficios não apenas para os jornalistas investigativos.

Ele enviou o pacote de irregularidades que ferem a lei norte-americana, para o Capitólio.

E agora? Paulo Pimenta vai avançar sua desastrosa campanha de mídia mandando o Bessias provocar o STF com uma intimação ao Congresso dos EUA?

Esses caras não têm a menor ideia da complexidade do xadrez político.

Sequer devem entender o deslocamento das pecas num tabuleiro de damas.

O STF, e todo esse governo, devem achar que reinventaram a roda para escapar, à toda velocidade, da enrascada em que se enfiaram.

Por que o absurdo do foro privilegiado?

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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