Estava demorando!

Mais uma vez a metralhadora giratória chamada Lula do PT volta a funcionar. Já não bastasse as incontáveis gafes já cometidas pelo atual mandatário do Brasil, eis que de repente ele solta mais uma.
Pedido de voto explícito
Em ato no dia 1o de Maio em defesa da eleição de Guilherme Boulos (PSOL) para prefeito de São Paulo, organizado pelas centrais sindicais contou com um pedido explícito de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL), o que é vedado pela legislação eleitoral no período de pré-campanha.
Campanha eleitoral antecipada
No palco, Lula ignorou a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que diz no seu artigo 36-A que configura propaganda eleitoral antecipada “a menção à pretensa candidatura e a exaltação das qualidades pessoais do pré-candidato”. No entanto, reforça que isso só é permitido “desde que não envolva pedido explícito de voto”.
O delito: “Quem votou em Lula, eu faço um apelo, vote em Boulos!”
Lula não só pediu voto como também chamou Boulos de “candidato”, apesar de o período de convenções e registros de candidatura só se abrir em julho. “Ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. E eu vou fazer um apelo: cada pessoa que votou no Lula, em 1989, em 1994, em 1998, em 2006, em 2010 e em 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo”, vociferou a jararaca.
Não vai dá em nada!
Mesmo cometendo um crime eleitoral escancarado duvido que alguma penalidade possa ser aplicada a Lula, afinal, os “amigos” da Suprema Corte irão aliviar, e de acordo com a Lei Eleitoral, no máximo uma multazinha e adivinhem quem vai pagar?
Destratou aliado
No evento, Lula também destratou o atual prefeito, Ricardo Nunes, chamando-o de “nosso adversário municipal”, embora ele seja apoiado por diversos partidos que fazem parte da base do governo federal.
Protesto do MDB
Segundo a Folha de São Paulo, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, classificou como “infelizes” as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato do 1o de Maio em defesa da eleição de Guilherme Boulos (PSOL) para prefeito de São Paulo.
“Foram declarações absolutamente infelizes. Dia do Trabalho é dia de luta, de busca de conquistas, e infelizmente a gente não tem tanto a comemorar”, declarou Baleia.
Para o dirigente, o foco do evento não tinha que ser na antecipação de uma eleição. “Não é o que o trabalhador esperava”.
O emedebista afirmou ainda que o posicionamento de Lula é um erro político. “Ele está abraçando a derrota do Boulos, está antecipando uma questão que não está colocada. Nossa frente é ampla, conseguimos isolar a extrema esquerda, incluímos partidos que estiveram no primeiro turno com Lula na campanha e hoje fazem parte de seu governo”.
Entre as legendas aliadas a Nunes estarão, além do MDB, o PP, o Republicanos, o PSD e provavelmente o União Brasil. Todos com ministros na gestão federal.
O presidente do MDB não quis dizer, no entanto, se acha que isso poderá trazer consequências negativas para a relação do partido e dos aliados com o governo Lula. “A análise que faço é mais sobre o componente local mesmo”, disse.

