
Depois de passar o mandato inteiro taxando as “blusinhas”, Governo Lula 3 descobre em ano eleitoral que imposto pesa no bolso do pobre;
Durante quase todo o mandato do Governo Lula 3, o brasileiro que tentava comprar uma simples “blusinha” importada em aplicativos internacionais virou alvo preferencial da máquina arrecadatória. O discurso era bonito: “proteger a indústria nacional”, “combater concorrência desleal”, “regular o mercado digital”.
Mas, na prática, quem pagou a conta foi o consumidor pobre e a classe média apertada, justamente aqueles que recorriam às plataformas estrangeiras para conseguir produtos mais baratos.
A famosa “taxa das blusinhas” virou símbolo de um governo que prometeu defender os mais humildes, mas acabou colocando imposto até no sonho parcelado de quem queria comprar uma roupa, um tênis ou um acessório com preço acessível. Enquanto isso, grandes grupos econômicos continuaram recebendo benefícios, incentivos e tratamento diferenciado.
Agora, curiosamente, quando o calendário eleitoral começa a bater à porta e a popularidade oscila, surge a mágica solução: uma Medida Provisória zerando a taxação. Que coincidência extraordinária! Depois de anos apertando o bolso do povo, descobriram subitamente que imposto demais sufoca o consumo e gera desgaste político.
A pergunta que fica é simples: se era possível zerar agora, por que não fizeram antes?
Por que o povo teve que passar meses pagando mais caro?
Por que milhões de brasileiros foram penalizados durante todo o mandato?
O problema não é apenas econômico. É moral e político. A sensação transmitida é a de que o governo trata o eleitor como alguém sem memória, apostando que uma canetada de última hora apaga anos de medidas impopulares. Primeiro criam o problema. Depois aparecem como “salvadores” oferecendo a solução em pleno clima pré-eleitoral.
O mais curioso é observar parte da militância tentando transformar o recuo em grande gesto de sensibilidade social, quando, na verdade, a mudança soa muito mais como estratégia eleitoral do que convicção econômica. Afinal, o governo não reduziu impostos porque acredita no livre consumo popular; reduziu porque percebeu o desgaste que a taxação causou nas redes sociais e no humor do eleitorado.
No fim das contas, sobra ao brasileiro aquele velho sentimento de déjà vu político: o governo aperta durante três anos e alivia no último esperando aplausos.
E o povo? Bem… o povo segue pagando a conta e ouvindo promessas. Porque em Brasília parece existir uma máxima silenciosa: “me engane que eu deixo”.

