
No auge do conflito político-comercial com os EUA, Lula embarcou para Nova Iorque para cumprir o tradicional ritual da ONU de o Brasil ser sempre o 1º país a discursar nas aberturas das Assembleias Gerais da ONU, por ter sido o primeiro país a aderir à ONU, em 1955.
Foi sua 88º viagem internacional, hospedando-se na embaixada do Brasil.
Abandonou o Planalto, em plena controvérsia sobre o “absoluto ilegal” julgamento condenatório do Supremo de um ex-presidente, apenado com 29 anos de prisão.
Foi alertado sobre a influência do filho de Bolsonaro junto ao presidente americano, daí a controversa justificativa de ele ter criticado a “atuação do STF” e editado o Tarifaço de 50%.
Trump teria sido convencido de que o governo priorizou uma odiosa perseguição contra Jair Bolsonaro, pelo qual teria um declarado afeto.
Nesses 2 anos e meio de governo, Lula acompanhou o enclausuramento do rival numa prisão domiciliar, por ordem e “rigor” de um Supremo Aliado.
No discurso de abertura da 80ª Assembleia, o mandatário brasileiro declarou que: “são inegociáveis a democracia e a soberania brasileira” e criticou o genocídio em Gaza.
Trump fez o 2º discurso do dia. Condenou “a estrutura e a promoção da paz da ONU” e enalteceu suas realizações para a “recuperação econômica dos EUA”.
Ninguém poderia imaginar o que aconteceu durante o intervalo dos discursos.
O próprio Trump faz questão de esclarecer o ocorrido: “Preciso contar: eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, eu o vi e ele me viu, então nós nos abraçamos. Conversamos, talvez uns 20 segundos. Estou feliz que tenha acontecido, porque conversamos rapidamente numa boa e concordamos em nos encontrar na próxima semana, se for do interesse dele”.
Depois da 80°Assembleia da ONU, confirmou-se que haveria uma reunião entre os dois Presidentes.
Trump continua o imprevisível de sempre…
Que Deus proteja a paz e os benefícios das futuras relações entre as duas nações.

