6 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

O imprevisível aconteceu na ONU

No auge do conflito político-comercial com os EUA, Lula embarcou para Nova Iorque para cumprir o tradicional ritual da ONU de o Brasil ser sempre o 1º país a discursar nas aberturas das Assembleias Gerais da ONU, por ter sido o primeiro país a aderir à ONU, em 1955.

Foi sua 88º viagem internacional, hospedando-se na embaixada do Brasil.

Abandonou o Planalto, em plena controvérsia sobre o “absoluto ilegal” julgamento condenatório do Supremo de um ex-presidente, apenado com 29 anos de prisão.

Foi alertado sobre a influência do filho de Bolsonaro junto ao presidente americano, daí a controversa justificativa de ele ter criticado a “atuação do STF” e editado o Tarifaço de 50%.

Trump teria sido convencido de que o governo priorizou uma odiosa perseguição contra Jair Bolsonaro, pelo qual teria um declarado afeto.

Nesses 2 anos e meio de governo, Lula acompanhou o enclausuramento do rival numa prisão domiciliar, por ordem e “rigor” de um Supremo Aliado.

No discurso de abertura da 80ª Assembleia, o mandatário brasileiro declarou que: “são inegociáveis a democracia e a soberania brasileira” e criticou o genocídio em Gaza.

Trump fez o 2º discurso do dia. Condenou “a estrutura e a promoção da paz da ONU” e enalteceu suas realizações para a “recuperação econômica dos EUA”.

Ninguém poderia imaginar o que aconteceu durante o intervalo dos discursos.

O próprio Trump faz questão de esclarecer o ocorrido: “Preciso contar: eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, eu o vi e ele me viu, então nós nos abraçamos. Conversamos, talvez uns 20 segundos. Estou feliz que tenha acontecido, porque conversamos rapidamente numa boa e concordamos em nos encontrar na próxima semana, se for do interesse dele”.

Depois da 80°Assembleia da ONU, confirmou-se que haveria uma reunião entre os dois Presidentes.

Trump continua o imprevisível de sempre…

Que Deus proteja a paz e os benefícios das futuras relações entre as duas nações.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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