
As mudanças climáticas no Rio Grande do Sul assumiram absurdas dimensões com altas enchentes e destruidoras inundações na Capital e nos Municípios.
Da noite para o dia, a população teve de conviver com uma realidade apocalíptica da falta de água potável, alimentos, energia, transportes e o iminente risco de perda da vida e do patrimônio.
Resta sempre a esperança de se obter ajuda, que com sua solidariedade nos dará força para seguir em frente.
Mas, onde achar a proteção socorrista nessa catástrofe histórica?
Podemos genericamente chamá-los nesses tempos de guerra de “voluntários”, e compará-los aos “partisans’’ da “Resistência Francesa”, que se uniram para lutar contra o poder nazista na Segunda Guerra Mundial e juntos ajudaram a França a conquistar a Liberação, em 1944, à bem-vinda volta do “bleu-blanc-rouge” nas ruas de Paris.
Com seus deficitários recursos orçamentários e suas disponibilidades financeiras soterradas, o RS apelou para a instância federal, cujo “compromisso nosso de deixar o Rio Grande do Sul como era antes da chuva” na demagogia lulista se perdeu no labirinto da burocracia de Brasília, deixando o Estado e municípios gaúchos de pires na mão, em busca de iniciativas confiáveis e eficazes na luta da reconstrução do RS.
A mídia televisiva nacional, viciada em proliferar noticias negativas, teve o mérito de exibir cenas emocionantes de sobreviventes, resgatados nas águas poluídas ou socorridos em suas residências, por abnegados salvadores anônimos, que voluntariamente, guiados pelo coração, prestaram ajuda aos necessitados.
Batizados de “voluntários, ou melhor dizendo, de “anjos da guarda’, enfrentam a fúria das chuvas e a elevação e a correntezas das águas, navegando pelos rios com os seus barcos, canoas inflamáveis, até de jets-skis, para milagrosamente salvar vidas humanas e de animais, como a cena do cavalo desesperado no telhado de uma casa.
Independente de idade, sexo, formação educacional e disposição física, deixaram de ser omissos e participaram abnegadamente das missões de salvamento e/ou de amparo aos desprotegidos, dignificando o verdadeiro sentimento humanitário do brasileiro.
Que Deus proteja os anônimos heróis, que largaram tudo… família, lar, dinheiro para ajudar e salvar as vidas dos vitimados da catástrofe climática do Rio Grande do Sul.

