6 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

A politização da Suprema Justiça

“Quando a injustiça se torna lei, a resistência se torna um dever e uma obrigação moral de resistir ao governo tirânico”. Proclamou o presidente americano Thomas Jefferson.

Em 1º janeiro de 2023, um ex-presidiário, condenado por corrupção, foi empossado Presidente da República do Brasil.

Com dois anos e meio de desgoverno, o mandante instaurou a ditadura de camisa vermelha e agora pretende concorrer pela 7ª vez ao cargo presidencial, em 2026.

Com a campanha eleitoral petista nas ruas e na mídia, policiais penais vigiam 24 horas por dia a casa do ex-presidente Bolsonaro, com carros na porta e acessos controlados na portaria do condomínio pelo “risco de fuga” do custodiado.

Além do monitoramento integral, a ordem foi colocar policiais na parte interna da casa. Com os protestos nas redes sociais e congressuais, a vigilância ficou fora da residência.

A ex-primeira-dama Michelle, após o aprisionamento do marido, afirmou que “os dias ruins são um desafio, ter de aguentar as humilhações da perseguição e as incertezas. Mas não tem nada. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo”. (Instagram)

Nunca um titular da Procuradoria-Geral da União foi reconduzido, antes do fim do mandato. Mas Lula o reconduziu antecipadamente na PGU para que a sua inventiva narrativa jurídica no julgamento no STF, ao longo do mês de setembro, se tornasse decisiva na exemplar punição do réu e “dos cabeças do núcleo da tentativa de golpe de Estado” e pudesse o Washington Post divulgar como funciona a politização da Suprema Justiça no Brasil.

Na incerteza do futuro, ninguém sabe o que virá depois, à espera de que se restaure a dignidade e a respeitabilidade de uma Nação soberana e democrática.

Resta a esperança de que o atual governo ditatorial seja condenado num tribunal penal internacional por corrupção e pelas desproporcionais perseguições e violações dos direitos humanos.

Que no horizonte de 2026, Deus restaure o intenso tremular da bandeira do Brasil.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

0 Comentário

  • Alexandre Monteiro 3 de setembro de 2025

    Muito bom texto, esclarendo mais uma vez as verdades e fatos que são incontestaveis que muitos não gostar de falar ou acreditar.
    Mas, tenho fé em Deus, também,
    que a verdade prevalecerá, mesmo que demore um pouco mais ou pouco menos.
    Abs

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