
7 de setembro é momento de reflexão sobre quem somos, o que queremos e pra onde vamos.
Eu sei que é uma pergunta meio indigesta para um 7 de Setembro.
Mas olhe pra essa plantinha acima. Ela nasceu no concreto.
Sem terra.
Sem adubo.
Sem conforto.
Sem ninguém para facilitar sua vida.
E, ainda assim… floresceu.
Eu a encontrei às seis da manhã, durante aquela caminhada em que a gente finge que gosta de exercício físico, e fiquei olhando.
Ela não fez planejamento estratégico.
Não esperou o cenário melhorar.
Não pediu licença.
Não procurou culpados.
Brotou. Cresceu. Floresceu.
Uma pequena revolucionária da botânica.
Uma Gisele Bündchen do mato.
E aí pensei: talvez essa plantinha tenha alguma coisa a nos ensinar sobre o Brasil.
Porque ser brasileiro não deveria ser apenas nascer aqui, morar aqui ou carregar um documento no bolso.
Ser brasileiro é acreditar que este país pode ser melhor.
É não se acostumar com aquilo que está errado.
É ter coragem para começar.
É ter responsabilidade para fazer a sua parte.
E esperança para continuar, mesmo quando parece que nada vai dar certo.
A plantinha poderia ter olhado para aquele concreto e desistido.
Mas não.
Ela encontrou uma fresta.
Uma fresta de esperança.
Uma fresta de coragem.
Uma fresta de decência.
Porque um país não muda quando todos esperam que alguém venha salvá-lo.
Muda quando cada um de nós decide que não vai piorá-lo.
Talvez seja isso que o Brasil esteja precisando encontrar também.
Porque país nenhum é maior do que o caráter de seu povo.
E liberdade, democracia e justiça não são presentes que recebemos.
São coisas que precisamos cuidar.
Todos os dias.
E hoje, 7 de Setembro, talvez seja um bom dia para lembrar disso.
Então volto à pergunta do começo:
Você é brasileiro… ou apenas mora no Brasil?
O Brasil não precisa de brasileiros perfeitos.
Precisa de brasileiros que não desistam dele.
E talvez a melhor maneira de amar o Brasil seja exatamente essa:
não desistir de fazê-lo florescer.
Feliz 7 de Setembro.

