Na atualidade a ‘linguística cultural’ das políticas de identidade tem centralidade no corpo, na hiper visibilidade da diferença e no pressuposto de autenticidade.
A estratégia, digamos assim, da Estética Identitária adotou o corpo como tela.
Raça, gênero, aparência (liquefação elite/marginália) operações trans e atitudes radicais contra a natureza biológica, passaram a ser o próprio ‘manifesto’ cultural, político e estético.
A imagem (corpo/representação) foca na demarcação explícita de quem fala e de onde fala, priorizando rostos e narrativas que, paulatinamente tomaram a grande mídia e foram se acomodando entre as elites ‘penitentes ‘ e os nichos marginalizados, numa onda sinérgica farsante de compartilhamento interclasse
Na cultura de massas a ‘estilização da resistência’ é nada mais que reciclagem de lutas históricas, convertidas em pautas vibrantes de protagonismo social que atraem os letrados(sic) e ilude os excluídos com a sensação pueril de participação coletiva igualitária.
A fé no empoderamento individual e na performance da própria imagem, que se iniciou com a Internet e capilarizou nas redes sociais, replicada pela grande imprensa, pela publicidade e entre os círculos “cults” das artes, começa a mostrar fragilidades.
Como era esperado por indivíduos munidos de massa crítica , mais cedo ou mais tarde- tudo indica mais cedo do que os deslumbrados achavam- a gritante contradição entre o culto à individualidades identitárias, está rompendo a homilia da solidariedade coletivista e fraturando as bases da organização política massiva, transformando a pretensa revolução política em uma curadoria de imagens.
É grande o acervo da Estética Identitária.
1 – O ícone Imigrante ilegal em atitude de poder. A imagem viralizou. Ele tocou o terror em comunidades dos EUA. Foi preso por uma força tarefa do Departamento de Justiça e será julgado por vários crimes.

2 – a lindinha se preparando para mais uma manifestação do movimento anti-ICE é uma ‘rede de resistência civil e autodefesa comunitária nos Estados Unidos’


