A guilhotina do imbecil é a própria língua. Nada mais eficiente nos dias de hoje. Morre-se pelo que se diz e se escreve e isso não é necessariamente uma novidade em um momento de polarização política extremada como estamos vivendo.
A diferença é que o desejo de guilhotinar uma criança de 5 anos por portar uma bolsinha de alto valor foi proferido por Marcos Dantas Loureiro, professor da UFRJ, esquerdista de carteirinha.
Se ele queria sair do anonimato para além dos muros da escola, conseguiu. E da pior maneira. Expressou seu desejo mórbido de ceifar alguém que, em sua insensatez esquerdopata, considera inimigo, segundo a cartilha comunista.
Desejo é intenção? Em tese não. Cumprir é outra coisa. Mas publicar é no mínimo estupidez.
Quantos não desejam a morte do presidente, independentemente do país? Aqui, Lula seria alvo fácil desse desejo varonil porque é o artífice dos males e desmandos do que o brasileiro vem sofrendo nos últimos anos. Ele tem o desprezo reiterado do povo, que quer vê-lo fora do poder, conforme demonstram as pesquisas. Nem por isso, qualquer um contrário a ele cumpre o intento de afastá-lo de modo criminoso. Mas que seja condenado por seu crimes.

Mas desejar não é crime. Crime é levar a cabo o desejo. Então o que disse o professor também não é crime, em que pese o ato imbecil de publicar seu pensamento impregnado de preconceito e psicopatia para criticar a filha de Roberto Justus. Errou por ser, em tese, um educador que não deveria falar só para sua tribo, aqueles a quem ludibria e catequiza, seus iguais, mas por envolver uma criança em seu ranço ideológico.
Seu desabafo inapropriado vai custar caro porque o empresário já declarou que vai impor medidas judiciais contra o professor boquirroto. Poderia ignorá-lo, mas mexer com uma criança em qualquer circunstância é ato reprovável, seja rica ou pobre. E ademais não são os esquerdistas que querem a censura para que não apontem seus corruptos favoritos?
Do ponto de vista histórico, Loureiro também errou feio por associar a guilhotina como instrumento de vingança popular do povo contra o rei francês Luís XVI e sua consorte Maria Antonieta, como forma de punir os monarcas ricos e opulentos em plena revolução. Isso de fato aconteceu, mas em outro contexto. Envolvidos diretamente ou não muitos foram guilhotinados, inclusive os diretamente ligados às execuções. É preciso estudar para entender o que foram aqueles tempos de vingança e morte.
É que a esquerda “adora” essa ideia de revolução popular, de tomada do poder pelo povo e morte aos aristocratas. Principalmente daqueles que têm êxito em seus negócios lícitos e sustentam suas próprias regalias.
Talvez o tal professor desconheça que a guilhotina foi instituída pelo próprio Luís XVI, instrumento pelo qual foi morto, por ser um recurso de pena de morte sem sofrimento e válido para todos. Isso porque, na França daqueles tempos, em geral os nobres morriam pela espada, enquanto os populares eram esquartejados, enforcados ou queimados em fogueiras públicas.
Mortes de grande sofrimento. Com a instituição da guilhotina todos passaram a cumprir a pena de morte da mesma forma. O horror ficava para quem se prestava a assistir à cena.
E quem desenvolveu a ferramenta de degola a pedido do rei foi justamente um médico e político, monsieur Joseph Guilhotin.
Ele sabia que a interrupção da vida era indolor. Mas o que poucos sabem é que a pena de morte foi a abolida da Constituição francesa somente em 1981 e a última execução por guilhotina ocorreu em 1977. Hoje as guilhotinas são peças de museu.
Além do desconhecimento de fatos históricos, o professor externou seu desejo de vingança ao que ele atribuiu ser uma demonstração de riqueza. O fato de a menina portar um acessório caro idêntico ao de sua mãe bastou para ele destilar seu ódio. “A cara da riqueza”, como se diz popularmente.
O que é reprovável em todos os aspectos, e que ele não reprova certamente por usufruir de benesses, é a demonstração de riqueza e gastança de dinheiro público por Lula, Janja e toda a horda que os cercam. Isso sim é crime, passível de punição, sem guilhotina.

