
O ex-presidente Jair Bolsonaro, após ter sido submetido a uma laparotomia, de 12 horas, com sucesso, no domingo, seguirá internado por um tempo indeterminado, conforme o boletim médico do Hospital Star DF, em Brasília.
A cirurgia está entre as mais complexas a que já se submeteu, desde o atentado de 6 de setembro de 2018 na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em plena campanha presidencial, quando um criminoso o esfaqueou no abdômen, enquanto era carregado por uma multidão de apoiadores. O atentado sucumbiu num obscuro acobertamento.
A atual internação de ex-Presidente acontece quando se define o destino do Projeto de lei da anistia aos condenados pelos supostos atos de vandalismo do 8 de janeiro de 2023.
A tramitação do projeto assume uma dimensão política de grande magnitude por acirrar uma grave crise de sustentabilidade do governo, depois que o líder do PL na Câmara protocolou um pedido de urgência ao projeto com a maioria das assinaturas dos partidos, inclusive dos que ocupam ministérios na Esplanada.
Em reposta ao SOS do projeto da anistia, o Planalto acionou a sua base de sustentação partidária para condenar o projeto do PL e promoveu a retaliação dos aliados partidários, que o apoiam. A guerra declarada tenta evitar uma derrota congressual.
Na verdade, a reação do governo contra a urgência do projeto de isentar as punições aos participantes do ficcional “Golpe de Estado” oculta o objetivo estratégico de conter a queda de popularidade do Presidente diante do malogrado compromisso de posse do Mandatário de ”reconstruir o país e fazer um Brasil de todos e para todos”.
O desespero governamental só tende a aumentar à medida que a inflação se torna incontrolável, penalizando as famílias brasileiras de disporem cada vez menos recursos para as compras de comida e as contas de consumo.
Que Deus proteja a anistia e o povo brasileiro do calamitoso desgoverno.

