23 de maio de 2022
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“A liberdade é inegociável!”

Em entrevista concedida à Rádio Clube, de Pernambuco, o ex-condenado (por força de filigranas e agradecimentos dos ministros do STF) e agora candidato Lula, afirmou que é necessária “alguma regulação da imprensa”. Choca-me esta expressão.

No entanto ela não é novidade em sua costumeira verborragia: em agosto de 2021 ele disse à CNN que iria regular os meios de comunicação e que esta regulamentação também deveria abranger a internet.

Imagem: Google Imagens – YouTube – TV247

Para sermos justos, a frase literalmente dita pelo ex-condenado e agora candidato Lula foi: “É preciso estabelecer determinadas regras de civilidade nos meios de comunicação”.

Entretanto, obviamente, o molusco diz que isso não é censura. Disse: “Não falem de censura para mim, eu quero a liberdade de imprensa. Liberdade em que a imprensa fale o quiser, mas que também seja respeitado o direito de resposta”, argumentou.

Ora, mas hoje não é assim que funciona? A imprensa publica o que achar que deve e assume as consequências, algumas vezes monetárias, e outras tantas publicando a resposta, como Direito de Resposta, obedecendo ao que preconiza a lei e o ex-presidente-condenado.

É verdade que as Redes Sociais podem espalhar fake news, mas não será censurando-as que as eliminaremos, e sim orientando, através de campanhas, que as pessoas “validem e chequem” o que estão lendo antes de repassar. Este é o procedimento correto! Publica-se o que se quer, arcando com as consequências, mas o leitor deve, antes de compartilhar e repassar a informação, verificar a veracidade de seu conteúdo. Mesmo que um ou dois não o façam, se um fizer e publicar o aviso de que é fake o efeito desejado pela fake news não será atingido.

Não é a primeira, nem segunda vez que o ex-condenado, e agora ficha limpa toca neste assunto. Quando presidente e até mesmo durante o mandato de sua cupincha Dilma, ele fez referências ao controle da imprensa.

Quem não se lembra dele tentando criar o Conselho de Imprensa, “nos moldes do CNJ”, como ele dizia à época, para regular as informações geradas pela imprensa.

É óbvio que ele se referia apenas à imprensa contrária a seus domínios e não ao atual “Consórcio”, composto pela mídia esquerdista, que sempre o recebe de braços abertos, e que está, desesperadamente, à procura de um “pai” para voltar a bancar seus financiamentos “de pai pra filho” junto ao BNDES que ocorreriam nos governos do PT, a maioria deles ainda na inadimplência.

Em novembro de 2021, ele afirmou: “Ainda não decidi se sou candidato. Estou conversando com muita gente, ouvindo muito desaforo, leio muito a imprensa e tem setores da imprensa que não querem que eu volte a ser candidato porque se eu voltar, eu vou regular os meios de comunicação (o grifo é meu) nesse país. A gente não pode ficar com a regulamentação de 1962, não é possível. Eu penso que a gente vai fazer uma coisa muito nova”, disse.

No mesmo dia: “Ninguém quer controlar. Eu não quero controlar. Eu não quero modelo de comunicação tipo Cuba, tipo China, eu quero tipo Inglaterra”, afirmou… só me resta rir, não é?

Como as palavras fazem sentido, o que temos acima é uma confissão clara e límpida, com a qual não podemos, de forma alguma, concordar:

Lula pretende mesmo censurar a imprensa! Esta que existe, desta forma, não lhe serve.

Por que afirmo isso? O apedeuta defende uma lei que seja o “caminho do meio”. O meio de qual polarização? Segundo ele, entre a “extrema direita” e a extrema esquerda”. Só rindo mesmo…

Como estou em clima de citações hoje, vamos a mais uma: O jornalista Reinaldo Azevedo, com quem eu não concordo na maioria das vezes, disse: “Lula não para de falar bobagem, e eu não paro de escrever que ele fala bobagem. Ele não desiste, eu também não”. Boa, na mosca!

Então concluímos que esta história de regulação, marco regulatório, controle ou qualquer outro nome que se queira dar, chega ao mesmo final:

“Censura à imprensa”.

Encerro com a frase-título, de minha amiga Junia Turra:

A liberdade é inegociável!!!

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Advogado, analista de sistemas e editor do site.

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