Mais médicos x FIES


É indiscutível a necessidade de o Governo oferecer assistência médica a todos os brasileiros. O programa MAIS MÉDICOS deu um importante passo ao levar profissionais a áreas remotas. Desde o início aconteceram críticas em relação ao modelo perverso de pagamento e questionamentos quanto à formação dos médicos cubanos.
Acertadamente, Bolsonaro resolveu esclarecer a situação: “tem que provar competência, submetendo-se ao REVALIDA”. Cuba anunciou a saída do programa. Espera-se uma resposta rápida do Governo para que não ocorra uma descontinuidade no tratamento dos necessitados.
Sou, e sempre fui, totalmente a favor do programa MAIS MÉDICOS, não importa quem o criou, nem quem o mantém, mas importa quem o poderá destruir.
Acho muito adequada a  “convocação” de médicos estrangeiros para atender às populações carentes e longínguas dos grandes centros. Claro, os médicos brasileiros que se formam querem rapidamente começar a trabalhar e a faturar, afinal, a medicina é um dos únicos cursos, e não é à toa, que “depois de formados” os médicos têm que fazer residência e especialização, após se formarem para obter a respectiva certificação.
Eles não querem ir para o interior, onde ganharão menos. Terão uma gama de “doenças” muito menor do que teriam numa grande cidade. Imaginem o cara se formar, após residência, ir para uma cidade do interior de Rondônia. O cara vai conviver com um número de pacientes ínfimo e vai cuidar das doenças normais do dia a dia.
Eu aprovo o MAIS MÉDICOS, com uma única restrição: o REVALIDA. Este é o exame que o CRM exige que os candidatos a exercer a medicina no Brasil, façam um exame que os qualifica para este procedimento. Não é burocracia. É, tal qual o EXAME DE ORDEM que a OAB exige de seu bacharel, candidato a advogar, provar que está apto a exercer sua profissão.
O MAIS MÉDICOS não exige isso, ao contrário, o dispensa, com o argumento de que o curso de medicina no exterior é muito superior ao nosso, logo eles estão mais capacitados do que nossos médicos a exercer a medicina, ora, então por que não elevar nossos cursos de medicina ao nível do exterior?
É comum ouvirmos que a medicina em Cuba é a melhor do mundo, logo, pelo programa, os médicos formados naquele sistema estão aptos automaticamente a exercer a medicina em nosso país… ok, para quem não tem qualquer outro tipo de atenção médica, tudo bem, mas já tivemos conhecimentos de barbáries em receitas para pacientes que não têm outra opção, daí o REVALIDA que ora proponho.
O que me incomoda profundamente é o fato de os médicos CUBANOS – e somente eles – serem obrigados a descontar mais de 70% de seus salários para o governo cubano, sabidamente ditatorial. Estima-se que, ao longo desses cinco anos, o governo brasileiro tenha destinado a Cuba R$ 5 bilhões. Uma caridade ideológica petista com a grana do povo brasileiro. O governo tem que pensar num novo modelo, que consiga incentivar os médicos brasileiros a se deslocarem para o interior com salários bem maiores do que vinham sendo oferecidos.
O governo de Cuba anunciou que deixará o Mais Médicos depois que Bolsonaro criticou a forma como foi celebrado o convênio.Claro, deixarão de receber R$5 BI, quem não reclamaria?
A pergunta é apenas esta? Por que não propor o REVALIDA para estes médicos e fazê-los “médicos brasileiros”, após o REVALIDA, que garantiria que os candidatos estão aptos ao exercício da medicina?
Outra coisa, por que não “obrigar” os estudantes de medicina (e de outras especialidades) que se utilizam do FIES a cumprir, pelo menos 5 anos em “serviço obrigatório” nos confins necessitados? Isso sim, seria justo e o médico não poderia recusar, já que, na obtenção do financiamento ele já seria obrigado a concordar com este período…

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