
Dias Toffoli completou 16 anos de STF, e recebeu uma homenagem de seus pares. Ficou comovido e, virtualmente, chorou sem lágrimas. O presidente Fachin elogiou seu legado nesse período. Vamos relembrar, então, a trajetória de Toffoli brevemente.
Advogado do PT, tentou e fracassou duas vezes para a prova de magistratura. Em decisão política e com um Senado sob mensalão, foi apontado para o STF e virou ministro.
Em sua longa trajetória no STF, o que podemos concluir é que o advogado do PT colocou uma toga, mas sempre atuou dentro do mesmo figurino
Será lembrado para sempre como aquele que abriu o inquérito do fim do mundo, com base num pretexto do regimento interno, e deu sem sorteio a relatoria para Alexandre de Moraes. Ali nascia a censura no país, coincidindo com a reportagem da Crusoé que falava do “amigo do amigo do meu pai”, ou seja, o próprio Toffoli.
Em qualquer cerimônia para celebrar seus anos no STF é imperioso contar com réus da Lava Jato. Toffoli tem sido uma mãe para eles, anulando dívidas bilionárias e arquivando inquéritos. Nesse processo, acaba beneficiando sua esposa, que possui escritório com clientes encalacrados no STF. É promiscuidade, claro, mas está liberada no país.
Toffoli protagonizou um episódio estranho ao aparecer certa vez com um enorme machucado na testa. Diz que caiu. Muita gente suspeitou de recado da sua turma. Talvez nunca saberemos. Sabemos, porém, que Toffoli não autorizou Lula a ir ao velório de seu irmão quando preso. Sabemos, também, que ele buscou o perdão do ex-chefe.
Enfim, em sua longa trajetória no STF, o que podemos concluir é que o advogado do PT colocou uma toga, mas sempre atuou dentro do mesmo figurino. Apenas com mais poder para beneficiar seus velhos companheiros…
Fonte: Gazeta do Povo

