26 de outubro de 2026
Professor Taciano

Penúltimo editorial

Olá caríssimos,

Esse é o último artigo que escrevo sobre política. Há dias que entram para a história como marcos de esperança. Outros, porém, ficam registrados na memória de uma parcela da sociedade como símbolos de decepção, indignação e descrença no futuro. Para mim, o dia 25 de outubro de 2026 poderá ser lembrado como um desses momentos.

O resultado das urnas, desse domingo (25), seja qual for a avaliação que cada brasileiro faça dele, representa uma escolha política que precisa ser respeitada dentro das regras democráticas. Respeitar o resultado, entretanto, não significa abrir mão do direito de criticar, discordar e alertar para aquilo que consideramos um caminho equivocado para o país.

Se mais de milhões de brasileiros se deixaram, mais uma vez hipnotizar pelo projeto político liderado por um velhote senil que
assumam também a responsabilidade pelas consequências dessa escolha. A democracia não se resume ao direito de votar: ela exige consciência, responsabilidade e disposição para enfrentar os resultados das próprias decisões.

Façam bom proveito do lulopetismo. Vocês se merecem!

Não escrevo estas palavras movido pelo desejo de ver o Brasil fracassar, pois fracassado ele já está há mais de duas décadas nas
mãos do Lulopetismo. Escrevo movido pela indignação de quem acredita que o Brasil poderia trilhar outro caminho, com mais
responsabilidade fiscal, segurança jurídica, eficiência administrativa, combate à corrupção, geração de empregos e oportunidades para quem trabalha e produz.

Minha discordância com o lulopetismo não é segredo. Critico suas ideias, seus valores e suas prioridades e aquilo que considero erros de sua condução política e econômica. Não escondo minhas convicções, tampouco pretendo fingir concordância apenas para agradar a quem pensa diferente.

O que me entristece é perceber como a polarização política tem sido capaz de dividir famílias, desfazer amizades e transformar
divergências eleitorais em verdadeiras batalhas pessoais. O Brasil precisa de diálogo, mas o diálogo só existe quando há disposição
para ouvir e reconhecer que as escolhas políticas têm consequências para toda a sociedade.

Aos que fizeram uma escolha diferente da minha, deixo uma mensagem direta: façam bom proveito do projeto político que
escolheram. A partir de agora, vocês não têm o direito de reclamarem do preço da gasolina, da cesta básica, das filas nos corredores dos hospitais públicos, do endividamento do país, da inflação, afinal ao votarem no Lulopetismo vocês se tornaram coniventes com os erros que esse fenestrado governo vem cometendo.

Quem escolhe um governante, lhe concede um cheque em branco e vocês, novamente deram ao Lulopetismo. Eu não carregarei essa culpa! Esta é a frase que resume meu sentimento neste momento: eu não carregarei a culpa por uma escolha política que não foi minha.

Como cidadão, professor e cidadão brasileiro me reservo no direito de me afastar definitivamente de política.

O tempo será o senhor da razão?

A história julgará as escolhas feitas hoje. Os indicadores econômicos, o poder de compra das famílias, a qualidade dos serviços públicos, a segurança, a educação, a geração de empregos e o respeito às instituições serão alguns dos parâmetros pelos quais os brasileiros poderão avaliar os rumos do país.

Aos que celebram, hoje a vitória do Lulopetismo, espero não os virem chorar amanhã.

Hoje renuncio ao Brasil e me exime de responsabilidade por escolhas que não fiz e por um projeto político com o qual não
concordo.

Que cada um dos milhões de brasileiros, que acham que o pais está uma maravilha, assumam sua parcela de responsabilidades quando o caminho do desenvolvimento, da liberdade e da prosperidade continuarem a deixar de existir.

Por fim, a minha consciência permanece tranquila quanto ao direito de defender aquilo em que acredito. Tentei alertar, não conseguir. A verdade só ao tempo pertence.

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.