25 de agosto de 2026
Professor Taciano

Lula 3: estratégia politiqueira pra enganar bobos no final do mandato

A chamada “taxa das blusinhas” deverá ser extinta nesta semana, segundo declaração do atual presidente do pais e candidato a reeleição, Lula do (PT) em entrevista à TV Record, exibida no domingo (23). A afirmação ocorreu após um acordo firmado com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

A medida, que atinge compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas, tornou-se alvo de críticas desde sua implantação. Agora, no final do terceiro mandato, o governo tenta apresentar a suspensão da cobrança como uma medida de alívio ao consumidor.

A Medida Provisória 1.357/2026, editada pelo governo em 12 de maio, suspendeu a cobrança de 20% sobre essas compras. Caso não seja votada pelo Congresso Nacional, a MP perderá a validade em 8 de setembro, fazendo com que a tarifa volte a incidir sobre as mercadorias.

A expectativa é que a matéria seja analisada durante o esforço concentrado do Congresso, previsto para ocorrer entre 31 de agosto e 4 de setembro. A comissão mista responsável por discutir o texto, porém, ainda não tem presidente nem relator definidos.

Isonomia ou estratégia eleitoral?

A justificativa oficial para a mudança está relacionada à chamada isonomia tributária: a ideia de que produtos vendidos no mercado brasileiro devem enfrentar uma carga tributária semelhante à das mercadorias importadas.

O problema é que a população pode enxergar a movimentação de outra maneira.

Depois de mais de 3 anos e 8 meses de mandato e de aumento da carga tributária e criação ou elevação de impostos, de uma hora para outra o governo Lula 3 se transforma no governo “bonzinho”.

Me engane que eu deixo! qualquer redução de cobrança próxima de uma eleição presidencial naturalmente desperta questionamentos. Não basta anunciar uma medida popular; é preciso perguntar por que ela está sendo anunciada
justamente somente agora?

A “taxa das blusinhas” atingiu diretamente consumidores de baixa e média renda que recorrem às plataformas internacionais em busca de produtos mais baratos. A cobrança gerou forte desgaste político para o governo e se transformou em um dos símbolos da política tributária da atual gestão.

Agora, com as eleições de 2026 no horizonte, o governo Lula tenta transformar a suspensão da cobrança em uma espécie de presente ao consumidor. Menos imposto no discurso, mais imposto na conta?

O discurso político pode ser sedutor: “vamos acabar com a taxa que encarece as compras do brasileiro”. Mas a pergunta que precisa ser feita é outra: qual foi o custo de todo o processo e por que essa mudança não ocorreu antes?

O governo que reclama da chamada “guerra fiscal” e defende maior arrecadação para financiar suas políticas públicas também precisa explicar ao cidadão por que tantas medidas tributárias foram adotadas ao longo do mandato e por que algumas cobranças passam a ser revistas justamente quando a disputa eleitoral se aproxima.

A crítica não é necessariamente contra a redução do imposto. Reduzir a carga tributária é positivo quando beneficia o consumidor e não compromete o equilíbrio das contas públicas. O problema está em transformar uma decisão econômica em instrumento de marketing político.

O eleitor não deve ser tratado como bobo e nem servir de massa de manobra O terceiro mandato de Lula chega à reta final com a economia, os impostos, o custo de vida e o poder de compra ocupando espaço importante no debate eleitoral.

Nesse cenário, medidas populares podem funcionar como uma tentativa de recuperar a aprovação do governo junto a setores que sentem diretamente o peso da tributação.

Mas existe uma questão fundamental: o eleitor está mais atento do que a classe política imagina.

Se a suspensão da “taxa das blusinhas” realmente representar uma redução permanente da carga tributária e vier acompanhada de responsabilidade fiscal, será uma medida positiva. Se for apenas uma decisão calculada para produzir manchetes favoráveis e melhorar a imagem do governo antes da eleição, será mais um capítulo da velha política brasileira.

No fim das contas, não é o anúncio que importa, mas o que efetivamente chega ao bolso do consumidor.

E fica a pergunta que o cidadão brasileiro deveria fazer: se era possível aliviar essa cobrança agora, por que esperar justamente a reta final do mandato?

Para o TMNews do Vale, a resposta não pode ser construída apenas com propaganda oficial. Em ano eleitoral, toda medida popular precisa ser examinada com lupa, principalmente quando o governo tenta vender como benefício aquilo que pode ser apenas estratégia politiqueira.

Professor Taciano Medrado

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa - FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF - Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator - chefe do blog o ProfessorTM

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